A importância da manutenção e calibração de máquinas e equipamentos serem realizadas pelo próprio fabricante.

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Quem mais conhece uma máquina ou equipamento senão o próprio fabricante?

A manutenção e a calibração de máquinas e equipamentos são de fundamental importância para garantir a confiabilidade e segurança dos mesmos, melhorar a qualidade e reduzir os custos de produção, evitando paradas repentinas, desgastes prematuros de peças vitais e desperdícios.

 

Para prevenir possíveis falhas e quebras a empresa deve elaborar uma política de manutenção preventiva e lançar este custo no rateio de despesas da produção. Existem quatro tipos de manutenção: Manutenção Corretiva; Manutenção Preventiva; Manutenção Preditiva e Manutenção Produtiva Total – TPM.

 

A manutenção corretiva, como o próprio nome sugere, é realizada para corrigir o funcionamento da máquina, sem programação prévia, ou seja, a manutenção é sempre feita após o equipamento apresentar falha ou parada. Como a mesma não é planejada implica em custos altos e pode gerar quebra de produção e da qualidade do produto, diminuindo a produtividade.

 

Já a manutenção preventiva é sempre programada com a intenção de reduzir ou evitar a parada da máquina, quebra, ou ainda erros no desempenho dos equipamentos que podem parar a máquina em situações mais favoráveis, reprogramando a demanda da mesma.

 

Temos ainda a chamada manutenção preditiva, a qual visa realizar ajustes na máquina ou equipamento apenas quando for necessário, conforme indicação do fabricante, para evitar falhas ou danos. Com um acompanhamento direto e constante é possível prever falhas, mas as máquinas devem permitir monitoramento para que se faça este tipo de manutenção, também chamada de manutenção planejada.

 

A manutenção produtiva total (TPM), não muito utilizada em nosso país, é tratada como um tópico da empresa e realizada por todos os colaboradores. Podemos dizer que a TPM é uma evolução da manutenção corretiva para a manutenção preventiva. Muito utilizada no Japão, sendo encarada como uma extensão natural da organização fabril baseada no programa 5S (organizar, arrumar, limpar, padronizar, ter disciplina).

 

Até aqui nenhuma novidade, não é mesmo? Porém o que mais chama a atenção nas organizações é o fato de gastarem uma verdadeira fortuna em máquinas e equipamentos e depois economizarem o máximo em manutenções e calibrações, que são fundamentais para uma maior durabilidade e confiabilidade do equipamento.

 

Sabe aquele velho chavão que diz: O barato sai caro? Infelizmente, existem atualmente inúmeras situações na qual a parte técnica e a confiabilidade são deixadas de lado, e apenas o montante a ser investido é considerado. Os fabricantes vêm se deparando diariamente com máquinas paradas que foram “entregues” a profissionais totalmente desqualificados, os quais, na maioria das vezes, sequer possuem uma sede física, são somente empresas virtuais oferecendo serviços supostamente homologados por fabricantes, sem ao menos serem credenciados ou do conhecimento do fabricante.

 

De tal forma que seus preços muitas vezes são bem abaixo do mercado, pois não possuem estruturas alguma de custos fixos, viagem ao exterior para treinamento, departamento de importação e exportação, etc. E ai vem à pergunta: Como podem fazer um serviço de excelência, de acordo com a qualidade da máquina em questão?

 

No caso específico de máquinas e equipamentos de alta precisão, a calibração deve ser encarada com a maior seriedade, assim como a manutenção preventiva, porém, infelizmente, nem sempre é assim. Existem diversos casos onde, após o término da garantia, os fabricantes são preteridos pelas alternativas descritas acima, colocando em risco não só o patrimônio, tratando-se de equipamentos e máquinas, como a imagem, produto e a qualidade da empresa. O que mais chama a atenção é o fato de investirem valores altíssimos na aquisição das máquinas e equipamentos, e depois economizarem o máximo em manutenções e calibrações.

 

Portanto seguem algumas dicas importantes para “não comprarem gato por lebre”:

  • Sempre que possível faça o pacote de serviços com o respectivo fabricante da máquina em questão. Negocie preços, mas lembre-se, você investiu muito para ter aquela máquina/equipamento, será que agora vale economizar alguns reais, o qual dividindo por 12 meses, acaba sendo quase que imperceptíveis?
  • Faça manutenções Preventivas ou Preditivas, depois passe a medir o ROI (retorno de investimento), você ficará surpreso.
  • Não dê os famosos jeitinhos, coloque peças genuínas, negocie com o fabricante. Mas se mesmo assim, você não se convenceu e ainda quer tentar colocar seu equipamento nas mãos de terceiros, siga os seguintes passos:
  • Faça uma visita de auditoria técnica nas instalações da empresa (você verá que 90% ou mais não possuem sede física, peças em estoque, padrões, etc.), aproveite e visite o fabricante também, para ter parâmetros de comparação.
  • Solicite um balanço patrimonial (se a mesma danificar seu equipamento permanentemente terá condições de pagar?).
  • Exija certificados de treinamentos efetuados nos fabricantes e faça contato com os fabricantes verificando a autenticidade dos mesmos.
  • Se a empresa ofertar serviços com selos RBC ou outros, exija uma cópia da certificação.
  • Exija o certificado e procedência dos padrões e softwares que serão utilizados. Em caso de correção geométrica, por exemplo, a empresa possui o software para corrigir o mapeamento da máquina? Exija a NF de compra do mesmo, pois em caso de pirataria, você é corresponsável e a lei é muito dura neste sentido.
  • Se após todos estes passos, a empresa em questão for aprovada, faça um contrato com cláusulas de multas severas em caso de descumprimento, pirataria, danos ocasionados à máquinas e equipamentos, etc.

 

Se a mesma atender a todos estes requisitos, creio que estará protegido, caso contrário, pague um pouco mais e faça com quem realmente esteja apto a mexer em seu equipamento.

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