Construção civil no País está distante da Indústria 4.0

civil-4-0

pSoul traz conhecimento de feiras internacionais em recursos de IoT para atualizar clientes no Brasil

 

Motivada pela movimentação internacional em relação ao uso de recursos relacionados à Indústria 4.0, como redução de custos, aumento da segurança no trabalho, sustentabilidade energética e ambiental e salto na produtividade e qualidade de serviços, a consultoria UpSoul foi buscar conhecimento e melhores práticas em feiras internacionais para repassar aos seus clientes no Brasil.

Uirá Falseti, diretor da UpSoul, destacou em sua apresentação, no último dia do IT Forum Expo (09/11), a visita realizada à Bauma 2016, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, realizada na Alemanha. “É um dos principais eventos mundiais de tecnologia no setor de construção civil, reunindo perto de meio milhão de visitantes de 200 países. Estando lá, percebemos que o Brasil precisa saltar etapas se quer seguir na competição, rumo à quarta revolução industrial”, disse.

Um dos relatos que impressionou a plateia foi a impressão em 3D de todas as estruturas de concreto de uma casa, em tamanho real, que permite levá-la da impressora ao canteiro de obras. “Essa possibilidade é fruto de um projeto, realizado por um grupo de alunos da Universidade de Dresden, na Alemanha. Para isso, desenvolveram a tecnologia batizada de CONPrint3D. Imprime projetos digitais, totalmente feitos por computador.”

O executivo ressaltou que os atrasos no setor se deve também ao momento delicado pelo qual passa o Brasil, envolvendo construtoras importantes em questões políticas e econômicas em investigação. Mas, ainda assim, segundo ele, é preciso saber o que o mundo já está colocando em prática no que se refere aos recursos que desenham o conceito de Internet das Coisas (IoT). “Nosso objetivo é entender o fenômeno da Indústria 4.0 na construção civil e sua aplicação à realidade brasileira.”

Da viagem, trouxe na bagagem, que os avanços em canteiros de obras e maquinários estão possibilitando significativos ganhos em processos produtivos e economia de custos. “É possível o monitoramento das obras por meio de drones, caminhões autônomos em áreas de mineração, que usam computadores de bordo para a comunicação com a central e elaboração de relatórios de variadas estatísticas, matéria-prima de estratégias críticas para o negócio”, relatou Falseti.

A tecnologia robótica foi outro destaque do setor. “Já estão sendo usados robôs de demolição, que preservam o trabalho humano, garantindo a segurança das pessoas e também a precisão dessas tarefas”, descreveu, ressaltando que com os sensores embarcados nesses equipamentos, eles se tornam muito inteligentes. E mais: “Os custos economizados com seguros nos empreendimentos em construção civil agora estão sendo direcionados para investimentos na criação de softwares para a nova era”.

Falseti tomou como base da apresentação uma recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o primeiro levantamento nacional sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à Indústria 4.0. De acordo com o estudo, realizado com mais de 2 mil empresas em todo o território nacional, em janeiro deste ano, foram identificadas dez tipos de tecnologias digitais usadas no meio produtivo, em diferentes estágios da cadeia industrial. E elas estão concentradas no segmento de manufatura.

Outro dado interessante da pesquisa é que os processos aparecem em primeiro lugar (73%), como alvo de modernização por meio dessas tecnologias, seguidos do desenvolvimento da cadeia produtiva (47%) e do desenvolvimento de produtos e novos negócios (33%).

A movimentação detectada pelo estudo mostra que a indústria brasileira segue o caminho da otimização de processos primeiramente, para depois se direcionar para a criação de aplicações voltadas a produtos e novos serviços. Entre os benefícios apontados, redução de custos ganhou o topo (54%), seguida de aumento de produtividade (50%).

“O Brasil precisa queimar etapas nesse desenho para não ficar para trás no cenário mundial. Ao mesmo tempo em que se apresenta como solo fértil para adoção de tecnologias revolucionárias”, acredita Falseti, que diz estar pronto para munir seus clientes com o conhecimento e pesquisas da empresa, com informações capazes de ajudá-los a construir estratégias digitais para serem mais competitivos em seus mercados.

0 respostas

Comentar

Sinta-se a vontade para contribuir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *