Estamos vendo o nascer do conceito, e da Indústria 4.0 e ainda, não temos idéia do real impacto que esta nova revolução industrial trará para os Países, economias e sociedades. – Por Thiago Redona

Existe um momento no ciclo de vida de uma empresa no qual a mesma terá de se adaptar para não perder relevância; ou deixará de existir, pois será tragada por novas ondas tecnológicas, econômicas e até sociais. Podemos citar vários exemplos, como a Kodak que não apostou na tecnologia de câmeras digitais e perdeu o boom da fotografia digital e redes sociais. Por mais dramática que esta afirmação seja, qualquer evento que existir, seja este endógeno ou exógeno, trará significantes mudanças para uma empresa; e qualquer evento deste tipo levará a empresa a um “ponto de inflexão”.
O conceito de “ponto de inflexão” foi originalmente formatado pelo CEO da Intel Endrew Grove, que o descreveu como “um evento que muda a maneira como agimos e pensamos”; e estamos diante do ponto de inflexão em diversas empresas, que irão abraçar as mudanças de pensamento e atitudes trazidas pela Indústria 4.0, ou poderão ter seus dias contados.
É claro que as possibilidades e a abrangência da Indústria 4.0 nem são totalmente conhecidas, ou foram ainda exploradas, mas é notório que as melhorias de processos, a tecnologia embarcada no suporte a processos via software e os controles de performance “in process” trarão mudanças profundas nas empresas e na maneira como gerimos estas.

Diante disso, cabe a esta nossa geração nos prepararmos para o que a Indústria 4.0 poderá trazer de inovação e o(s) consequente(s) ponto(s) de inflexão nas empresas. Este blog, afirmo eu, tem este importante propósito. Por isso de sua importância em nosso mercado.

Por: Thiago Redona

VDI-Brasil demonstra que a Indústria 4.0 já é realidade em Simpósio Internacional

O evento contou com palestras de líderes da indústria e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que reforçou o apoio da instituição a esse movimento de automação e integração das indústrias


José Velloso, Presidente Executivo da ABIMAQ

A VDI-Brasil, Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, realizou em 04 de maio a 6ª edição do Simpósio Internacional de Excelência em Produção, que teve o tema: “Indústria 4.0 – curto, médio e longo prazo”. O encontro contou com renomados palestrantes da Alemanha e do Brasil e teve a presença de mais de 150 pessoas.
O evento foi realizado em parceria com a ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) durante a FEIMEC (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos).

“Indústria 4.0 – Aplicação na prática”, com moderação de José Velloso, Presidente Executivo da ABIMAQ e os painelistas Danilo Lapastini, Vice-presidente da Hexagon; Edouard Mekhalian, Diretor Geral da KUKA Roboter do Brasil; Renato Buselli, Senior Vice President, Siemens Ltda. Digital Factory; Klaus Ellner, Supervisor da Engenharia de Manufatura Armação da Volkswagen do Brasil e Dr. Alexander Pictorgros, da LANXESS GmbH (Alemanha).

Danilo Lapastini, da Hexagon, comentou que a qualidade é muito importante para qualquer produto e serviço. “Entendemos que a qualidade vai impulsionar a produtividade”.
“Temos três grupos na indústria nacional. De 30% a 40% da nossa indústria está com máquinas muito antigas e teria que começar a atualização do zero. Um segundo grupo já possui máquinas, softwares e monitoramento. Essas empresas precisam mais de integração e a mão-de-obra qualificada, que as universidades precisarão preparar para a indústria 4.0. Essa é uma grande fatia do mercado. A última fatia são as grandes empresas que já estão a um passo da Indústria 4.0, com processos e máquinas integrados”, explicou Lapastini.
Ele acrescentou ainda que sem incentivos governamentais será muito difícil que pequenas e médias indústrias cheguem ao patamar de tecnologia que requer a Indústria 4.0.




INDUSTRY 5.0 – from virtual to physical

There is lot of discussions and topics related to INDUSTRY 4.0. Almost every single business conference does touch the topic and every business leader say “WE ARE ON BOARD”
When I listen to those, it seems to me that the real life will disappear and change to virtual one because every one speaks about “SMART, INTERNET OF THINGS, DATA, DATA PROTECTION, DATA STORAGE, …” and many more.
Because all machines and products will communicate, control and interact with each other, it sounds to me that the bottle neck named HUMAN can be eliminated.
There are many trials to clone animals. First flowers get “electronics support” already. Growing is the number of human cloning trials (of course with the aim to help in medicine), but in my whole life I have not noticed trials to find a way how to feed people and animals and nature with digits “1” and “0” which are behind all virtual worlds
Due to this issue I have decided myself that INDUSTRY 4.0 has to be outrun by INDUSTRY 5.0 and because there is none, I have to build it from scratch. I name it INDUSTRIAL UPCYCLING and the tools and environment of this industry is not virtual but PHYSICAL.
The tools are the hands, hammers, cutters, saws, as well as computers, 3D scanners and printers and much more, but with one significant difference – we use these tools as tools, do not give them the function and brain to WORK FOR US, but WORK WITH US.
One hand is strong, two hands are stronger and more skillful. People have variable abilities so as industries and INDUSTRIAL UPCYCLING break down the borders of isolation and setup physical chain of physical work which connect and support all, not just one.
INDUSTRIAL UPCYCLING is new industry and the only one which does not harm the environment, does not take the work and reason to live from people, but deliver it to them and utilize the best in every human being to contribute to the development.
I hope this short introduction help to understand why 5.0 is needed to be developed, for only this industry will be able to feed not only the virtual bank accounts but stomach, head and soul, which all remains forgotten in INDUSTRY 4.0.
P.S. The header image credit: www.mustangheaven.com 

Indústria 4.0 promoverá o aumento de vagas de emprego

Indústria 4.0 promoverá o aumento de vagas de emprego

Posted by: Fernanda Samizava in Indústria 4 de novembro de 2015 0 89 Views
As novas tecnologias industriais digitais, conhecidas popularmente como Indústria 4.0, irão transformar a mão de obra industrial. O número de empregos criados será maior do que o de vagas reduzidas, entretanto, os trabalhadores terão que desenvolver diferentes habilidades. Por meio de tecnologias como realidade aumentada, os fabricantes podem ajudar os profissionais a permanecerem ou regressarem ao mercado de trabalho em funções completamente novas. Esses resultados são apresentados em um relatório inédito do The Boston Consulting Group (BCG) intitulado ‘Man and Machine in Industry 4.0: How Will Tecnology Transform the Industrial Workforce Through 2025?‘ .
Para entender como a mão de obra industrial vai evoluir com a Indústria 4.0, os autores do estudo analisaram os efeitos que essas novas tecnologias terão na indústria de manufatura alemã. A previsão é um aumento líquido de cerca de 350 mil empregos na Alemanha até 2025. O aumento na utilização da robótica e informatização irá reduzir o número de postos de trabalho na montagem e produção em cerca de 610 mil. Entretanto, essa queda será compensada pela criação de cerca de 960 mil novos postos de trabalho, especialmente nas áreas de TI e ciência de dados.
“A ideia de que a implementação da Indústria 4.0 resulte na perda de muitos postos de trabalho tradicionais de produção no chão de fábrica é apenas uma parte da história”, diz Markus Lorenz, sócio do BCG e coautor do relatório. “Vendo pelo lado positivo, os avanços tecnológicos prometem beneficiar muitos trabalhadores, com uma perspectiva mais positiva sobre o mercado”, diz ele. Esses avanços irão criar muitos postos de trabalho em áreas como design de interface humana e manipulação de dados, por exemplo. Além disso, através da implementação de tecnologias, tais como sistemas de assistência robótica e realidade aumentada, os fabricantes irão ajudar os profissionais a voltarem ao mercado de trabalho, especialmente aqueles que foram forçados a saírem devido à falta de entendimento e experiência.
O BCG produziu a pesquisa em parceria com o IoT Analytics, um fornecedor de soluções para a Indústria 4.0 e internet das coisas. Os autores analisaram os efeitos quantitativos da Indústria 4.0 na mão de obra industrial, estudando como o uso dos dez casos mais influentes dessas tecnologias afetarão a evolução de 40 grupos de cargos em 23 indústrias na Alemanha. Para compreender como cada uso afetaria o número de funcionários necessários em grupos de trabalhos específicos, os autores trabalharam com 20 especialistas do setor para analisar como o uso promoveria ganhos de produtividade para as funções existentes ou criaria novas oportunidades.
A mão de obra terá de manter o ritmo com as mudanças: A Indústria 4.0 irá promover mudanças significativas na forma como os trabalhadores executam suas funções, e novos grupos de trabalho serão criados, enquanto outros se tornarão obsoletos. A forma como a Indústria 4.0, especialmente a robótica, irá substituir o trabalho humano continua sendo questão de debate entre os especialistas. Os fabricantes usarão cada vez mais a robótica e outros avanços para ajudar os trabalhadores. Isso significa que o número de empregos com atribuições físicas ou de rotina irá diminuir, enquanto o número de vagas que exijam respostas flexíveis, resolução de problemas e personalização irá aumentar. “Para ter sucesso em um local de trabalho em evolução, os trabalhadores terão que ser ainda mais abertos a mudanças, possuírem maior flexibilidade para se adaptarem a novos papéis e ambientes de trabalho, e se acostumarem com a aprendizagem contínua interdisciplinar”, diz Michael Russmann, sócio do BCG e coautor do relatório.
“Além de transformar a mão de obra, a Indústria 4.0 acelera a necessidade de novos tipos de habilidades de liderança e intensifica a competição por talentos em muitos países”, diz Rainer Strack, sócio sênior do BCG e coautor do estudo. Para dominar a variedade de desafios pela frente, as empresas precisam direcionar a atenção ao planejamento estratégico da mão de obra. Oferta e demanda de modelagem podem ser usadas para produzir uma análise de lacunas abrangentes que levante ideias sobre as medidas necessárias, tais como o desenvolvimento de pessoas, transferências ou terceirização, e adoção de novas metas de recrutamento, que as empresas devem empreender.
Os stakeholders devem se preparar para a Transformação: As mudanças no perfil dos empregos têm implicações significativas para as indústrias, sistemas de educação e governos. Os autores oferecem recomendações aos líderes empresariais e políticos de como eles podem aderir a Indústria 4.0 e, assim, aumentar a produtividade e o crescimento da mão de obra industrial. As empresas precisam treinar seus colaboradores, renovar seus modelos de organização, e desenvolver abordagens estratégicas para o recrutamento e planejamento. Os sistemas de educação devem procurar fornecer conjuntos de habilidades mais amplas e fechar a lacuna iminente em habilidades de TI. Os governos podem explorar formas de melhorar a coordenação central de iniciativas que promovam a criação de emprego.
Fonte: Investimentos e Notícias