Indústria 4.0 e IoT: uma transformação muito mais do que digital

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Estamos diante, antes de tudo, de uma questão estratégica, por refletir o modo como a empresa “passará a pensar”

Walter Sanches *

Publicada em 28 de março de 2018 às 19h39 no Site – http://cio.com.br

A informatização e o alto nível de conectividade, que juntos dão origem ao conceito de IOT (Internet das Coisas), estão cada vez mais em pauta em todos os segmentos da economia. E não é diferente na indústria, setor no qual são crescentes os burburinhos em relação ao que é a Indústria 4.0 e como ela impacta no dia a dia das empresas e em seus processos fabris.

O termo indústria 4.0 nasceu na Alemanha e contempla medidas que visam aumentar e recuperar a competitividade industrial, usando como meio a aplicação de tecnologias, como a IOT, no chão de fábrica. Porém, não estamos falando de uma implantação propriamente dita, mas de uma jornada para melhoria da produtividade, sempre tirando proveito dos benefícios que o mundo digital pode trazer. Em minha visão, não se trata de um pacote que se compra, mas sim de um conceito bastante amplo para aplicar tudo que o “mundo digital” pode oferecer ao “chão de fábrica”. E isso, sem dúvida, envolve uma grande mudança de paradigma que, assim como tudo, tem prós e contras.

Primeiramente, a IOT e a transformação digital criam uma necessidade ainda maior de garantir que todas as informações relacionadas à produção estejam protegidas e não extrapolem barreiras, indo além de quem pode visualizá-las. Fora as questões de espionagem industrial, o cuidado deve ser redobrado quando ingressamos no mundo digital e na indústria 4.0. Códigos maliciosos, cavalos de troia e outras ameaças veladas podem mudar a ordem de produção e até parar máquinas. Se isso já é desastroso hoje, imaginemos em um cenário 100% conectado, no qual qualquer falha de comunicação pode causar uma desorganização geral, atrasos em entregas, mudanças de rotas e muitos outros problemas. Por isso, esse cenário requer a adoção de controles específicos.

Outro ponto importante é que, ao mesmo tempo em os ativos digitais já estão sendo reconhecidos por sua relevância para os negócios, eles ainda são tratados em muitas companhias como caixas pretas, ou seja, ainda predomina o desconhecimento acerca do real valor deste patrimônio. Assim, poucos ativos estão sob uma gestão mais organizada, o que demanda, de certa forma, uma mudança de comportamento por parte dos gestores, mesmo aqueles que não estão ligados diretamente à tecnologia.

Além disso, a indústria 4.0 também envolve desafios relacionados à gestão dos recursos humanos, pois as competências terão que estar alinhadas com o uso de Big Data, Robôs Autônomos, Simulação, Integração de Sistemas, IoT, Segurança Cibernética, Computação em Nuvem, Manufatura Aditiva ( impressão 3D), Realidade Aumentada e outros conceitos que passarão a ser largamente utilizados nos próximos anos. Inclusive, uma pesquisa da McKinsey apontou justamente isto: que o desafio nesse cenário todo é de caráter Cultural e de comportamento. Afinal, são pessoas que decidem e influenciam a adoção de novas tecnologias.

Mas, e o Brasil? Conquanto seja difícil fazer comparações, a situação por aqui em termos de competitividade ancorada pela tecnologia, mesmo em se tratando do maior mercado da América Latina e Caribe, não é das melhores, o que fica evidente noThe Global Competetiveness Report 2016–2017 – World Economic Forum.

Desta forma, para avançar nessa jornada, o primeiro passo para tornar um processo digital é “desmaterializá-lo” (acho que este termo ainda não consta em dicionários, mas gosto de usar essa palavra), ou seja, tirar suas características físicas e excluir tudo o que impede o crescimento exponencial, característico do “mundo digital”. E para isso, é preciso estudar o processo e encontrar formas de automatizá-lo e até mesmo de simplificá-lo. A partir daí, todos os componentes do processo passam a fluir muito rápido, tanto a circulação de documentos como a obtenção de informações sobre o processo para uso em Analytics, Big Data, entre outros. E nesse ponto, emergem benefícios, como rapidez na execução e controle nas variáveis do processo, como identificação de melhorias a partir dos dados gerados e a possibilidade analisar tudo o que acontece no seu ambiente fabril com base nessas informações.

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É todo esse embasamento analítico que concede à indústria 4.0 o poder de abranger e ingressar em mercados até então inéditos e vender para outros países. As necessidades dos clientes ficam muito mais evidentes e também podem ser muito melhor atendidas. Quebra-se um pouco o conceito de produtos fechados e de unidades de manutenção de estoque (SKU, sigla em inglês) e tudo se volta às especificidades. A produção pode ser mais diversificada, as vendas mais consultivas e flexíveis e as respostas mais rápidas, respondendo a tal jornada do cliente. Será tudo isso também que preparará as empresas para atender o imediatismo dos clientes das gerações X e Y que estão vindo por aí, afinal são eles os futuros compradores. Isto inclui as empresas B2B. E, por último, este cenário permite aprimorar o desempenho dos processos internos, com menos pessoas e maior velocidade.

Diante de tudo isso, o que fica evidente é que a indústria 4.0, antes de tudo, é uma questão estratégica – por refletir o modo como a empresa “passará a pensar” e, assim sendo, não pode ser atribuída exclusivamente à direção de tecnologia das organizações e ao emprego da IOT, por exemplo. Temos aí uma transformação muito mais do que digital. Ainda há muito que evoluir.

(*) Walter Sanches é superintendente de TI da Termomecanica

A importância da manutenção e calibração de máquinas e equipamentos serem realizadas pelo próprio fabricante.

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Quem mais conhece uma máquina ou equipamento senão o próprio fabricante?

A manutenção e a calibração de máquinas e equipamentos são de fundamental importância para garantir a confiabilidade e segurança dos mesmos, melhorar a qualidade e reduzir os custos de produção, evitando paradas repentinas, desgastes prematuros de peças vitais e desperdícios.

 

Para prevenir possíveis falhas e quebras a empresa deve elaborar uma política de manutenção preventiva e lançar este custo no rateio de despesas da produção. Existem quatro tipos de manutenção: Manutenção Corretiva; Manutenção Preventiva; Manutenção Preditiva e Manutenção Produtiva Total – TPM.

 

A manutenção corretiva, como o próprio nome sugere, é realizada para corrigir o funcionamento da máquina, sem programação prévia, ou seja, a manutenção é sempre feita após o equipamento apresentar falha ou parada. Como a mesma não é planejada implica em custos altos e pode gerar quebra de produção e da qualidade do produto, diminuindo a produtividade.

 

Já a manutenção preventiva é sempre programada com a intenção de reduzir ou evitar a parada da máquina, quebra, ou ainda erros no desempenho dos equipamentos que podem parar a máquina em situações mais favoráveis, reprogramando a demanda da mesma.

 

Temos ainda a chamada manutenção preditiva, a qual visa realizar ajustes na máquina ou equipamento apenas quando for necessário, conforme indicação do fabricante, para evitar falhas ou danos. Com um acompanhamento direto e constante é possível prever falhas, mas as máquinas devem permitir monitoramento para que se faça este tipo de manutenção, também chamada de manutenção planejada.

 

A manutenção produtiva total (TPM), não muito utilizada em nosso país, é tratada como um tópico da empresa e realizada por todos os colaboradores. Podemos dizer que a TPM é uma evolução da manutenção corretiva para a manutenção preventiva. Muito utilizada no Japão, sendo encarada como uma extensão natural da organização fabril baseada no programa 5S (organizar, arrumar, limpar, padronizar, ter disciplina).

 

Até aqui nenhuma novidade, não é mesmo? Porém o que mais chama a atenção nas organizações é o fato de gastarem uma verdadeira fortuna em máquinas e equipamentos e depois economizarem o máximo em manutenções e calibrações, que são fundamentais para uma maior durabilidade e confiabilidade do equipamento.

 

Sabe aquele velho chavão que diz: O barato sai caro? Infelizmente, existem atualmente inúmeras situações na qual a parte técnica e a confiabilidade são deixadas de lado, e apenas o montante a ser investido é considerado. Os fabricantes vêm se deparando diariamente com máquinas paradas que foram “entregues” a profissionais totalmente desqualificados, os quais, na maioria das vezes, sequer possuem uma sede física, são somente empresas virtuais oferecendo serviços supostamente homologados por fabricantes, sem ao menos serem credenciados ou do conhecimento do fabricante.

 

De tal forma que seus preços muitas vezes são bem abaixo do mercado, pois não possuem estruturas alguma de custos fixos, viagem ao exterior para treinamento, departamento de importação e exportação, etc. E ai vem à pergunta: Como podem fazer um serviço de excelência, de acordo com a qualidade da máquina em questão?

 

No caso específico de máquinas e equipamentos de alta precisão, a calibração deve ser encarada com a maior seriedade, assim como a manutenção preventiva, porém, infelizmente, nem sempre é assim. Existem diversos casos onde, após o término da garantia, os fabricantes são preteridos pelas alternativas descritas acima, colocando em risco não só o patrimônio, tratando-se de equipamentos e máquinas, como a imagem, produto e a qualidade da empresa. O que mais chama a atenção é o fato de investirem valores altíssimos na aquisição das máquinas e equipamentos, e depois economizarem o máximo em manutenções e calibrações.

 

Portanto seguem algumas dicas importantes para “não comprarem gato por lebre”:

  • Sempre que possível faça o pacote de serviços com o respectivo fabricante da máquina em questão. Negocie preços, mas lembre-se, você investiu muito para ter aquela máquina/equipamento, será que agora vale economizar alguns reais, o qual dividindo por 12 meses, acaba sendo quase que imperceptíveis?
  • Faça manutenções Preventivas ou Preditivas, depois passe a medir o ROI (retorno de investimento), você ficará surpreso.
  • Não dê os famosos jeitinhos, coloque peças genuínas, negocie com o fabricante. Mas se mesmo assim, você não se convenceu e ainda quer tentar colocar seu equipamento nas mãos de terceiros, siga os seguintes passos:
  • Faça uma visita de auditoria técnica nas instalações da empresa (você verá que 90% ou mais não possuem sede física, peças em estoque, padrões, etc.), aproveite e visite o fabricante também, para ter parâmetros de comparação.
  • Solicite um balanço patrimonial (se a mesma danificar seu equipamento permanentemente terá condições de pagar?).
  • Exija certificados de treinamentos efetuados nos fabricantes e faça contato com os fabricantes verificando a autenticidade dos mesmos.
  • Se a empresa ofertar serviços com selos RBC ou outros, exija uma cópia da certificação.
  • Exija o certificado e procedência dos padrões e softwares que serão utilizados. Em caso de correção geométrica, por exemplo, a empresa possui o software para corrigir o mapeamento da máquina? Exija a NF de compra do mesmo, pois em caso de pirataria, você é corresponsável e a lei é muito dura neste sentido.
  • Se após todos estes passos, a empresa em questão for aprovada, faça um contrato com cláusulas de multas severas em caso de descumprimento, pirataria, danos ocasionados à máquinas e equipamentos, etc.

 

Se a mesma atender a todos estes requisitos, creio que estará protegido, caso contrário, pague um pouco mais e faça com quem realmente esteja apto a mexer em seu equipamento.

Indústria Paulista mantém tendência de recuperação

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A indústria de transformação paulista teve o seu melhor desempenho no acumulado de 12 meses para um mês de janeiro desde 2013, com alta de 7,6% no Indicador de Nível de Atividade (INA), apurado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). Em 2013, a variação havia sido de 6,5%. Em janeiro sobre dezembro, a taxa recuou 0,9% descontando-se os efeitos sazonais do período e, sem considerar esses ajustes, apresentou elevação de 2,6%.

Os dados foram divulgados hoje (7) pela Fiesp/Ciesp. De acordo com o levantamento, as vendas reais ficaram estáveis em janeiro, enquanto as horas trabalhadas apresentaram ligeira queda (-1,1%).

O segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que a tendência de recuperação da atividade industrial paulista está mantida. “Não vamos ter um forte ritmo de crescimento, mas um ritmo de crescimento possível”,. Ele observou que nos últimos dois meses do ano passado, o INA teve crescimento de 0,5% em novembro e de 1,8% em dezembro.

Entre os setores destacados pela Fiesp está o de celulose, papel e produtos de papel, com queda de 0,3% em janeiro, no INA com ajuste sazonal, mas com vendas reais em alta de 2%.

Edição: Graça Adjuto

Hexagon-MI usa tecnologia do smartphone para facilitar comunicação com cliente.

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A Hexagon MI, tradicional desenvolvedora de soluções voltadas a Metrologia e Manufatura Inteligente, lançou na data de hoje um novo aplicativo, onde o cliente terá em suas mãos a facilidade de solicitar orçamentos, visitas de consultores, chamados de assistência-técnica, catálogo, videos, e até saber o status de seu chamado. Tudo isso através do novo aplicativo – Serviços HexagonMI – disponível na App stroe e Google play:

Link para App Store: https://itunes.apple.com/app/id1353956906?l=pt&ls=1&mt=8

Link para Google Play : https://play.google.com/store/apps/details?id=com.webrobotapps.app.app5a847a3f37607f2694701f42