Indústria cresce em nove estados entre dezembro e janeiro

industria março 2017

As maiores altas foram observadas no Espírito Santo (4,1%), Goiás (2,4%) e Pará (2,4%)

Apesar da queda de 0,1% da indústria nacional, nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram aumento na produção, na passagem de dezembro de 2016 para janeiro deste ano. As maiores altas foram observadas no Espírito Santo (4,1%), Goiás (2,4%) e Pará (2,4%).

Também começaram o ano com alta na produção, Pernambuco (2,1%), São Paulo (1%), Minas Gerais (0,7%), Santa Catarina (0,6%), Amazonas (0,5%) e Rio de Janeiro (0,3%).

Cinco locais acusaram queda na produção entre dezembro e janeiro: Bahia (-4,3%), Ceará (-3,4%), Rio Grande do Sul (-3,1%) e Paraná (-0,8%), além da região Nordeste, que congrega os dados de todos os estados da região (-1,8%).

Comportamento da indústria

Nos outros tipos de comparação temporal, o IBGE também analisa o comportamento da indústria de Mato Grosso. Portanto, nas comparações com o mesmo período do ano anterior e no acumulado de 12 meses, o IBGE divulga o resultado do desempenho da indústria em 15 locais.

Na comparação com janeiro do ano passado, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pernambuco (14,1%), Espírito Santo (13,4%) e Mato Grosso (13,3%).

Os três locais com queda na produção foram a Bahia (-15,5%), Rio Grande do Sul (-4,1%) e Região Nordeste (-2,9%).

No acumulado de 12 meses, apenas o Pará teve alta (9,3%). Os outros 14 locais tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-16,1%), Amazonas (-7,8%) e Bahia (-7,2%).

INDÚSTRIA PAULISTA GERA 6,5 MIL POSTOS DE TRABALHO EM JANEIRO, APONTA FIESP

carteira de trabalho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Depois de perder 518 mil postos de trabalho nos últimos três anos, a indústria paulista registrou saldo positivo de 6.500 vagas em janeiro, variação positiva de 0,31% na comparação com dezembro de 2016, sem ajuste sazonal. Na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, o valor foi -0,24%. O resultado positivo do mês é o primeiro registrado desde abril de 2015, quando foram feitas 6.000 contratações. Já na análise de janeiro deste ano contra o mesmo mês do ano anterior, a variação ficou negativa em 5,73%, com demissão de 132 mil trabalhadores. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quinta-feira (16/2).

O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, espera que esse seja um sinal de recuperação. “Esperamos que a indústria volto a gerar novos postos de trabalho neste ano, aponta Francini. Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, “embora os sinais ainda sejam tênues, temos que comemorar o primeiro mês com geração de emprego depois de 20 meses de movimento negativo”.

Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 15 contrataram, 3 ficaram negativos e 4 permaneceram estáveis. “Ou seja, 68% dos setores acompanhados tiveram crescimento. Esse dado pode ser um sinal de que finalmente estamos num processo de retomada da geração dos empregos, de que o Brasil tanto precisa”, explica Skaf.

A criação de 6.500 empregos pela indústria paulista é boa para o consumo, lembrou o presidente da Fiesp e do Ciesp. “Quando começa a ir bem aqui e ali, a recuperação se espalha.”

O destaque setorial ficou por conta do segmento de produtos de borracha e de material plástico, com aumento de 1.969 vagas, e o de confecção de artigos de vestuários e acessórios, que gerou 1.742 postos.

Regiões

Por região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,31%), na grande São Paulo (0,14%) e no interior (0,43).

Quando avaliadas as diretorias regionais, há resultado positivo para São Carlos (+2,16%), influenciado por materiais elétricos (5,92%) e produtos alimentícios (3,02%); Araraquara (+1,89%), no rastro dos produtos têxteis (3,75%) e de confecções e vestuários (3,31%); Jacareí (+1,46%), seguido por confecções e vestuários (12,50%) e produtos têxteis (2,35%).

Já as variações negativas ficaram com São Caetano do Sul (-2,41%), influenciadas pelo setor de veículos automotores e autopeças (-5%) e produtos de borracha e plástico (-1,42%); Matão (-1,78%), setores de máquinas e equipamentos (-2,09%) e produtos alimentícios (-2,56%) e Franca (-1,61%), setor de artefatos de couro e calçados (-4,38%) e produtos de borracha e plástico (-0,62%).