Aluno Redator: Investimentos na industria 4.0 – Por: Paulo Matheus – Politécnica

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Com a indústria 4.0 as empresas se preocupam em relação ao retorno do investimento, durante uma conversa sobre o assunto exemplifiquei de uma maneira mais simples, perguntando: Imagine que necessite de um celular e você é uma empresa, tem opções de telefones celulares convencionais que variam de R$100,00 a R$150,00 e Smartphones de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00. Qual você compraria? Muitos exclamaram, um smartphone! então ironicamente questionei, mas um celular convencional faz ligações, tira fotos e envia mensagens é um melhor retorno sobre o investimento, porque investir mais? Claro, todos riram.

Infelizmente essa situação acontece em muitas empresas, ao abrir mão de tecnologia para um “retorno de investimento em um prazo mais curto”, como ocorre com um telefone celular convencional você perde a conectividade de uso de um smartphone com seus aplicativos, na empresa não é diferente dificuldades de obter dados reais, perda de controle e precisão, não obtenção de informações em tempo real e atualizadas para tomada de decisões.

O crescimento em tecnologia é exponencial e o não investimento pode ocasionar no futuro perda de negócios e clientes pela defazagem tanto em produtos, processos e serviços. O grande desafio das empresas hoje é encontrar o ponto de equilíbrio entre sua necessidade a expectativa do cliente e planejar o futuro em relação as tecnologias a serem adotadas que atendam suas perspectivas financeiras.

A produtividade por trabalhador na indústria brasileira é de 25% da alemã!!!

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A indústria no mundo rico está passando por uma grande transformação, que foi batizada pelos alemães como 4.0, numa referência a uma quarta Revolução Industrial em curso.

O desenvolvimento de um novo sistema de produção está muito baseado na digitalização do setor, o que só foi possível pelo contínuo barateamento dos sensores, que geram informações on line. A comunicação desses dados e imagens e sua estocagem em grandes centros de processamento permitem que sejam feitas análises, cujos resultados voltam às origens, alimentando os comandos da operação. É a chamada computação na nuvem, ela mesma um importante novo negócio. Naturalmente, a operação na nuvem exige um grande investimento em segurança da informação (“cybersecurity”).

Os dados gerados em larga escala possibilitam a elaboração de análises muito sofisticadas e detalhadas (“big data and analytics”) que permitem, inclusive, muitas simulações de modelos e sistemas alternativos. Este conjunto de inovações torna possível a integração de todos os sistemas e equipamentos numa planta e numa cadeia produtiva. É a chamada internet industrial das coisas (“IIoT”).

Adicionalmente, as unidades produtivas se utilizam cada vez mais de impressoras 3D, a chamada manufatura aditiva, de robôs autônomos e de equipamentos de realidade aumentada (“augmented reality”), o que torna as fábricas muito mais complexas.

O resultado disso tudo é uma nova forma de organizar a manufatura, na qual é possível produzir lotes menores, com custos parecidos a grandes lotes, bastando alterar os softwares que ajustam as máquinas. Isso é conhecido por customização em massa. Ademais a qualidade dos produtos e a produtividade da empresa se elevam, uma vez que, entre outras coisas, a manutenção preditiva é muito mais eficiente e o número de peças defeituosas cai drasticamente, economizando tempo, energia e material.

Além da substancial elevação da produtividade, esse sistema permitirá desenvolver novos bens ou modelos, inclusive protótipos, muito mais rapidamente e a custo mais baixo. Será possível desenvolver modelos digitais que simulem a operação do produto, reduzindo o chamado “time to market”.

Em sistemas desta natureza, o relacionamento com fornecedores e clientes também será substancialmente modificado.

Da mesma forma, os modelos de negócio serão alterados. Em particular, as indústrias não venderão mais bens, mas, sim, os serviços produzidos por estes mesmos bens, elevando o valor adicionado na empresa. Não se vendem apenas equipamentos de energia, mas a instalação, operação e manutenção de sistemas integrados.

Outro exemplo interessante está nos pneus que embutem sensores e que permitem um monitoramento on line de seu uso, gerando análises que possibilitem avaliar a eficiência da frota e formas de melhoria, inclusive, na manutenção preventiva. A integração indústria/serviços será cada vez maior.

A indústria 4.0 mostra mais uma vez que a revolução tecnológica em curso é muito mais de software do que de hardware, coisa que muitos dos proponentes de política industrial ainda não perceberam completamente.

Não é por acaso que das dez empresas mais valiosas do mundo, sete têm na tecnologia de informação e comunicação (TIC) o seu fundamento maior. Outra indicação da prevalência do software é o ocorrido há alguns anos com a IBM, que vendeu para a Lenovo chinesa sua divisão de computadores pessoais e se transformou numa relevante empresa de serviços de tecnologia. Desnecessário dizer que a indústria de PCs já entrou na sua fase declinante.

Entretanto, considero que o maior exemplo da indústria 4.0 é a revolução em curso na General Electric, uma das maiores empresas do mundo. A companhia decidiu entrar fundo na internet industrial das coisas, a partir da ideia de que “para ganhar uma vantagem comparativa, toda empresa industrial terá de se transformar também numa companhia de software”.

Por isso a GE montou uma plataforma global de nome Predix, para analisar massivos volumes de dados, conectando máquinas, sensores, sistemas de controle e outros instrumentos. Esta plataforma é aberta e está preparada para receber aplicativos desenvolvidos por um enorme volume de colaboradores (já são mais de 11 mil) que permitam interligar todos esses sistemas. É um esforço massivo que pretende transformar a empresa numa grande produtora de equipamentos e de softwares que os unam.

Produtividade. E o Brasil, como fica nisso? Infelizmente, não muito bem. A CNI realizou uma grande pesquisa, perguntando a mais de 2,2 mil empresas, qual o seu conhecimento sobre tecnologias digitais e seu uso, pré condições para o avanço da indústria 4.0. Na resposta, soubemos que 42% das companhias desconhecem completamente a importância das tecnologias digitais e mais da metade delas não se utiliza de nenhuma das dez opções tecnológicas listadas. Como a produtividade por trabalhador na indústria brasileira é de 25% da alemã e de 20% da americana, é evidente que vamos ficar ainda mais para trás.

Ao se deparar com essa situação, a tentação imediata é sugerir, como ocorreu na Alemanha, EUA, Coreia e Japão, uma grande cooperação entre governo e setor privado pela montagem de um programa que busque tirar essa diferença. Entretanto, a situação concreta de nossa indústria hoje não me faz muito entusiasmado, uma vez que se acumularam coisas básicas a impedir um eficiente trabalho nas cadeias produtivas. Consideremos os seguintes pontos:

1)A oferta de energia elétrica no País é instável e de baixa qualidade, afetando negativamente a operação de todos os equipamentos.

2)Existem grandes limitações na capacidade de transmissão de dados e imagens.

3)O sistema de tributação e a virtual proibição da terceirização é muito ruim para a indústria 1.0, 2.0 e 3.0. O que dirá para a 4.0?

4)A crise fiscal limita muito o eventual escopo de políticas públicas.

5)O fiasco da política macroeconômica e industrial depauperou a indústria.

6)A recessão gerou uma situação financeira muito difícil para boa parte das empresas brasileiras, de qualquer tamanho.

7)O avanço industrial na linha do que está ocorrendo em outros países aumenta as necessidades de capital das empresas. Isso não tem sido um grande problema no mundo desenvolvido, onde o juro é próximo de zero há muito tempo. Dá para avançar na nova revolução industrial com a Selic a 14,25%?

A destruição trazida pelo lulopetismo é realmente gigantesca. Entretanto, não nos resta outra alternativa além de ter que partir para uma penosa reconstrução.

materia do Site Estadão Economia, escrita por José Roberto Mendonça de Barros

ECONOMISTA E SÓCIO DA MB ASSOCIADOS. ESCREVE QUINZENALMENTE

A Industrialização no Brasil

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História da industrialização brasileira, momentos mais importantes do desenvolvimento industrial do Brasil, a indústria brasileira atualmente


Operários em frente a uma indústria paulista do final do século XIX
Operários em frente a uma indústria paulista do final do século XIX

 

Introdução 

 

Enquanto o Brasil foi colônia de Portugal (1500 a 1822) não houve desenvolvimento industrial em nosso país. A metrópole proibia o estabelecimento de fábricas em nosso território, para que os brasileiros consumissem os produtos manufaturados portugueses. Mesmo com a chegada da família real (1808) e a Abertura dos Portos às Nações Amigas, o Brasil continuou dependente do exterior, porém, a partir deste momento, dos produtos ingleses.

 

Começo da industrialização 

 

Foi somente no final do século XIX que começou o desenvolvimento industrial no Brasil. Muitos cafeicultores passaram a investir parte dos lucros, obtidos com a exportação do café, no estabelecimento de indústrias, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Eram fábricas de tecidos, calçados e outros produtos de fabricação mais simples. A mão-de-obra usadas nestas fábricas eram, na maioria, formada por imigrantes italianos.

 

Era Vargas e desenvolvimento industrial 

 

Foi durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945) que a indústria brasileira ganhou um grande impulso. Vargas teve como objetivo principal efetivar a industrialização do país, privilegiando as indústrias nacionais, para não deixar o Brasil cair na dependência externa. Com leis voltadas para a regulamentação do mercado de trabalho, medidas protecionistas e investimentos em infra-estrutura, a indústria nacional cresceu significativamente nas décadas de 1930-40. Porém, este desenvolvimento continuou restrito aos grandes centros urbanos da região sudeste, provocando uma grande disparidade regional.

 

Durante este período, a indústria também se beneficiou com o final da Segunda Guerra Mundial (1939-45), pois, os países europeus, estavam com suas indústrias arrasadas, necessitando importar produtos industrializados de outros países, entre eles o Brasil.

 

Com a criação da Petrobrás (1953), ocorreu um grande desenvolvimento das indústrias ligadas à produção de gêneros derivados do petróleo (borracha sintética, tintas, plásticos, fertilizantes, etc).

 

Período JK

 

Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956 -1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhou novos rumos e feições. JK abriu a economia para o capital internacional, atraindo indústrias multinacionais. Foi durante este período que ocorreu a instalação de montadoras de veículos internacionais (Ford, General Motors, Volkswagen e Willys) em território brasileiro.

 

Últimas décadas do século XX

 

Nas décadas 70, 80 e 90, a industrialização do Brasil continuou a crescer, embora, em alguns momentos de crise econômica, ela tenha estagnado. Atualmente o Brasil possui uma boa base industrial, produzindo diversos produtos como, por exemplo, automóveis, máquinas, roupas, aviões, equipamentos, produtos alimentícios industrializados, eletrodomésticos, etc. Apesar disso, a indústria nacional ainda é dependente, em alguns setores, (informática, por exemplo) de tecnologia externa.

 

Dados atuais

 

– Infelizmente a indústria do Brasil não vai bem na atualidade. De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2 de agosto de 2016, a produção industrial brasileira apresentou crescimento de apenas 1,1% em junho deste ano. Em 12 meses, recuo ficou em 9,8% (maior desde outubro de 2009).

 

Você sabia?

 

– É comemorado em 25 de maio o Dia da Indústria.

Competência integrada para a construção de veículos – Benteler – Aicon

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Industrial metrology: BENTELER Automotive checks camber angle using AICON’s coordinate measuring machine MoveInspect HR

Vehicles are expected to meet ever higher efficiency standards without sacrificing safety and driving dynamics. Despite weight and cost optimization, suspension systems must be safe even after traveling thousands of kilometers. One of the tasks of BENTELER JIT Düsseldorf GmbH is to ensure these needs are met successfully. The company checks the camber angle between shock absorber and brake disc with AICON’s optical 3D coordinate measuring machine MoveInspect HR. It is a fully automated in-line measurement solution!

Bundled competence for vehicle construction

Industrial metrology system MoveInspect HR

With approximately 30,000 employees and 170 locations in 37 countries, the BENTELER Group stands for outstanding material, manufacturing, and technology expertise in the areas Automotive, Steel/Tube and Distribution. The BENTELER Automotive division develops and produces in 28 countries ready to install modules, components and parts for body, chassis and engine.
As a full service supplier of almost all major vehicle manufacturers, the company offers customized solutions for a wide range of products in the safety, environmental and efficiency sectors.
The Chassis business unit offers a comprehensive service portfolio for chassis systems: from initial idea, design and system calculation, selection of materials and determination of the best production technology, right through to implementing the first prototype and, finally, development for series production.

BENTELER Automotive applies industrial metrology to measure camber angle

The BENTELER plant in Düsseldorf is located in direct vicinity to the Daimler AG production plant. Front axle modules are mounted for the “Sprinter” in the BENTELER facility. The base body is equipped with various components such as wishbones, torsion bars, shock absorbers, steering knuckles and brake discs. The camber angle between brake disc and shock absorber is preset automatically. The correct setting of the camber is important, because this affects tire wear and the driving dynamics of the vehicle. AICON’s industrial metrology MoveInspect HR is used to check the setting.
Since August 2015, the MoveInspect HR has been successfully deployed at BENTELER Automotive. The camera is mounted on a rail and can be easily moved for determination of the camber angle on both sides of the front axle in two different positions.

Fast measurement during assembly

Reference adapter and shock absorber adapter

Various requirements for different front axle modules are stored in the measuring plan. The user selects the appropriate parameters and performs the measurement. A measurement may take no more than 90 seconds because production cycle times must not be interrupted.
To keep the measuring and recording process as simple as possible, AICON application engineers have set up a measurement procedure that enables a systematic approach for technicians: e.g. selection of the user and various camber angles, and instructions about attachment of adapters to brake discs and shock absorbers. Measuring adapters are easily mounted with a magnetic holder. The so-called reference adapter sits on the brake disk and creates a reference coordinate system for the measurement. The measuring points are located at the foot of the shock absorber adapter. The MoveInspect camera captures both adapters and calculates in real time the 3D data that are necessary to determine the camber angle between the shock absorber and brake disc. The evaluation and data logging process is carried out by the programmed measurement plan so that assembly can continue without delays. MoveInspect HR therefore helps optimize production processes.

MoveInspect HR shows three-dimensional geometric states and changes, and delivers reliable and accurate measuring results. By using calibrated cameras, 3D data are automatically computed from the captured images in real time. In contrast to traditional methods, AICON’s 3D metrology is able to collect many points simultaneously. The MoveInspect systems are therefore significantly faster and more accurate in many applications than conventional measurement systems, such as for example measuring arms.

BENTELER Automotive chose MoveInspect HR to replace a 2-camera system of Creaform. Michael Herzig, responsible for Quality Planning and Tool Management at BENTELER Automotive, is satisfied with the results provided by AICON: “What convinced us from the outset was the modular concept of the MoveInspect product family versus the ‘complete packages’ offered by competitors.” Our goal is maximum accuracy and effectiveness for all processes. These requirements are met with the system: Measurement times are significantly shortened at a high level of quality and can be performed within plant cycle times. This is precisely our requirement at the JIT plant. The system could be well integrated into our production line, is user-oriented as well as easy and quick to use.”

Thanks to the modular principle of the MoveInspect technology, user hardware and software components can be combined according to the measuring task, and the existing measurement system can be easily expanded for new measuring tasks. MoveInspect is therefore a long-term solution for BENTELER Automotive. The company attaches importance to technological leadership, also in the choice of its cooperation partners, and has already ordered the handheld MI.Probe that will enable it to solve more measuring tasks in production if necessary.

 Assista o video: https://youtu.be/2zgeP6Ig5Dg

We would like to thank BENTELER Automotive in Düsseldorf for their support in creating this user report

Como Calcular a Produtividade da sua Empresa

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Aprenda como calcular a produtividade da sua empresa para aprender a reverter problemas antes de ter prejuízo

Como calcular a produtividade da sua empresa é fundamental para qualquer empresário que deseja ter o controle do seu empreendimento. Com essa informação, é possível, entre outras coisas, saber se está dando conta dos seus clientes e se pode oferecer os seus serviços ou produto para mais interessados.

Por isso, é preciso saber que o conceito de produtividade se baseia na relação entre saídas e entradas monetárias (em dinheiro) do setor que está sendo analisado ou mesmo de uma empresa no geral, se for esse o seu intuito. O cálculo de produtividade vai medir em quanto tempo e com quanto dinheiro a sua empresa executa uma atividade, que pode ser o serviço oferecido ao cliente final ou mesmo uma etapa do procedimento.

Com o cálculo de produtividade também se tem a quantia exata que é gasta para fabricar um determinado número de produtos. Especialistas afirmam que para saber se uma empresa é produtiva deve-se saber se ela é capaz de gerar mais produtos e serviços de qualidade, mesmo com gastos reduzidos e dentro do menor espaço de tempo possível.

Para que o resultado na hora de calcular a produtividade da sua empresa seja positivo, a relação entre saídas e entradasdeve ser sempre maior que a unidade. Dessa forma, o preço do produto final deve superar os custos dos insumos que são necessários para sua fabricação, bem como dos custos fixos (juros e depreciação dos equipamentos, entre outros).

Veja como calcular a produtividade da sua empresa

Quando se fala em entradas e saídas, refere-se ao que foi gerado com o que foi empregado de recursos para fabricar um produto ou atender um serviço. Assim, o resultado do cálculo de produtividade da sua empresa vai informar o quanto está sendo empregado para cada unidade do que foi fabricado.

Dessa forma, pode-se usar uma fórmula para cálculo de produtividade e eficiência, que é a seguinte:

Produtividade = valor das saídas úteis dividido pelos custos totais para obtenção das saídas.

Ou outras palavras, divide-se o valor da receita total pelo custo total. Assim: Produtividade = saídas/ entradas

Além disso, essa fórmula se adapta facilmente a outras situações, como cálculo de produtividade de mão de obra. Para tanto, basta trocar pelos fatores específicos, como horas/trabalhador, por exemplo.


Exemplo de como calcular a produtividade dos funcionários

Você tem um negócio que fatura 50 Mil reais por mês com 10 funcionários. Cada funcionário trabalha 160 horas/mês, desta forma, podemos calcular que:

– 10 x 160hs = 1600 hs/mês “disponível”.

– 50.000 / 1600

Faturamento = 31,25 R$/Hh

Estes R$ 31,25 é a relação de produtividade entre o faturamento da empresa e o numero de horas que você tem “disponível” com os 10 funcionários. Suponha que você consiga treinar bem este seus 10 funcionários do modo que eles produzam mais e você fature 60 mil no próximo mês você terá um ganho de produtividade. Veja:

– 10 x 160hs = 1600 hs/mês “disponível”.

– 60.000 / 1600

Faturamentos = 37,50 R$/Hh (Aumento de Produtividade)

Veja que o valor faturado em relação ao numero de horas disponíveis aumentou, ou seja, você teve um aumento de produtividade (Ganho) de R$ 6,25 por hora com os mesmos 10 funcionários. O inverso pode acontecer também, faturar por exemplo:

– 10 x 160hs = 1600 hs/mês “disponível”.

– 30.000/ 1600 =

Faturamento = 18,75 R$/Hh,  ou seja, uma queda de produtividade de R$ 12,50


Mesmo que essa seja a forma de como calcular a produtividade da sua empresa mais usada, a sua definição conta com alguns problemas de quantificação. Isto é, nem todos os custos são facilmente mensuráveis, como o risco de acidentes, maior ou menor satisfação do trabalhador, a qualidade das relações, entre outras.

Esses fatores também interferem direta ou indiretamente nos custos e receitas, mas não são incluídos na medida da eficiência ou produtividade, justamente porque não é possível atribui-los um valor. Por fim, vale lembrar que há três classificações das medidas de produtividade: parcial, múltipla e global.

É parcial quando é considerado somente um tipo de entrada. Se englobar mais de uma entrada, a medida será múltipla; e se envolver todas as entradas será global. É importante realizar o cálculo nesses três níveis, garantindo assim uma visão mais ampla da produtividade do seu empreendimento.

Por Fábio Alves e Vivian Fiorio

BNDES: O que é manufatura avançada ou “indústria 4.0”?

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tradicionalmente, a literatura especializada enfatiza que o mundo está diante de uma nova revolução industrial, supostamente em curso e em ritmo mais rápido que as anteriores. Essa revolução se configuraria como uma nova era em que a grande protagonista é a internet contribuindo para a convergência de diversas tecnologias, agora sendo introduzida na indústria e adaptada às máquinas e equipamentos.

Os elementos fundamentais seriam a fusão do mundo virtual e real; a utilização de sistemas ciberfísicos (unidades de produção com representação virtual, permitindo maiores níveis de automação); e a flexibilidade da cadeia produtiva com informação disponível em tempo real para fornecedores e clientes.1

Uma implicação relevante seria que, à medida que a base digital é incorporada ao chão de fábrica, torna-se possível que a produção se dê de forma mais individualizada e flexível e também menos intensiva em trabalho (com utilização de novos materiais e de novos processos e com o uso mais disseminado de robôs). Assim, a manufatura deixa de ser de massa e torna-se mais customizada. Costuma-se, ainda, exaltar os benefícios quanto ao emprego e à produtividade, na medida em que as novas técnicas produtivas serão mais automatizadas e irão requerer trabalhadores mais qualificados.2

Essa interpretação insere-se na discussão mais ampla sobre o futuro da atividade manufatureira. Podem ser apontados como trabalhos representativos o relatório publicado em 2012 pela McKinsey, denominado Manufacturing the future: the next era of global growth and innovation, e o artigo de 2015 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), intitulado Enabling the next production revolution: issues paper.

Ambos procuram situar o processo de transformação da atividade manufatureira em um contexto de mudanças na economia global, destacando os condicionantes impostos pelas mudanças em curso e suas implicações para as economias avançadas, bem como suas consequências para a atividade manufatureira. O relatório da McKinsey anuncia a chegada de “an exciting new era of global manufacturing (…) – driven by shifts in demand and by innovations in materials, processes, information technology and operations”.

De forma um pouco mais cautelosa, a OECD aponta a mesma direção:

There is a growing debate that the world is on the brink of similar industrial revolution(s) and a reshuffling of production will take place in the next 10 to 15 years. It is argued that a number of cutting-edge technologies like nanotechnology, biotechnology, ICT, etc. will provide (partial) solutions for the challenges created by global megatrends in demographics, globalisation and sustainability.

A apresentação convencional, tal qual a do relatório da McKinsey, identifica, corretamente, a presença de uma série de tendências globais e tem o mérito de reafirmar a importância da indústria para o desenvolvimento de longo prazo. Contudo, parece equivocada, entre outras coisas, ao interpretar a forma pela qual as nações se posicionam e absorvem o progresso tecnológico. A visão subjacente parte da ideia de que o avanço tecnológico ocorre exogenamente, como se houvesse um “bazar” – na expressão utilizada no texto The pathological export boom and the bazaar effect: how to solve the German puzzle para descrever o posicionamento da indústria alemã dentro da Europa – de tecnologias disponíveis e que bastaria que as firmas optassem pela forma de incorporá-las a seus processos produtivos.

O progresso tecnológico se incorpora a produtos e processos específicos e/ou para resolver desafios específicos. Deve-se ter clareza de que o processo de incorporação está longe de ser algo espontâneo; são estimulados por políticas que conjugam demanda efetiva com instrumentos de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico. É preciso atentar para o fato de que as experiências existentes de programas em manufatura avançada têm origem em países desenvolvidos e configuram-se como estratégias que ganharam força a partir de 2010-2011, sobretudo nos Estados Unidos e na Alemanha. Essas estratégias ainda não foram plenamente implantadas ou tiveram seus efeitos sentidos e abarcam áreas a serem desenvolvidas em um prazo de pelo menos 15 a vinte anos.

Ver The fourth industrial revolution, de Klaus Schwab. Ademais, a revista britânica The Economist tornou-se referência ao produzir uma matéria especial sobre a nova revolução e algumas de suas implicações, intitulada A third industrial revolution. Special report: manufacturing and innovation.

Essa visão prevalece, muito embora haja uma longa controvérsia na literatura econômica sobre a relação entre tecnologia e emprego. Recentemente, o estudo The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?, dos autores Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, apontou um alto potencial de geração de desemprego.

Este texto foi feito com base em artigo publicado no BNDES Setorial 44, intitulado Reflexões críticas a partir das experiências dos Estados Unidos e da Alemanha em manufatura avançada, pelos empregados do BNDES Gabriel Daudt e Luiz Daniel Willcox.

Materia completa: http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/noticias/noticia/manufatura-avancada/!ut/p/z0/fY25DsJADAW_hSJlZItTlOEQVxAFTdgGOctCDMQLicPx9wRaEOXTG82AgQSM0I0PpOyFzvXemO427i_G0_YKY1wPWhiNerNOPOkjRh2Yg_kP1AY-Xq8mAmO9qHsoJKnsXLllKZW1sp9SgJnPXYA1kznLuRP1AYpXKsPSp4ULvx62TAHmJNWetCoopBuJpR29m81iOVwewFxIs5Bl7yH5RV5OJn3eo8YLK6Fv_A!!/