Entendendo o RFID

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RFID: Tecnologia

 

Entendendo a Tecnologia

 

Como o próprio nome sugere a identificação por radiofreqüência é uma tecnologia de identificação automática que utiliza ondas eletromagnéticas como meio para capturar as informações contidas em um dispositivo eletrônico conhecido como “etiqueta RFID”.

 

Esta etiqueta, também chamada de microchip, Transponder (transmissor + receptor), RF Tag, ou simplesmente Tag, responde aos sinais de radiofreqüência de um Leitor, enviando de volta informações quanto a sua localização e identificação, através de um chip, um circuito eletrônico e uma antena interna.

 

Um Transponder pode ser dividido em três partes básicas: um substrato, onde encontramos o chip e outros componentes eletrônicos, a antena, que é conectada ao chip e o encapsulamento, normalmente em PVC, Epóxi, Resina, etc (Figura 2). O principal componente do Transponder é o chip que, além de realizar o controle e a comunicação com o Leitor, possui a memória onde são armazenados os dados.

 

Figura 2: Estrutura típica de um Transponder.

 

Existem Transponders do tipo somente leitura (Read Only), que possuem um código pré-gravado de fábrica em sua memória e Transponders do tipo leitura/escrita (Read/Write), onde é possível ler e gravar dados na memória. O Leitor RFID opera pela emissão de um sinal de radiofreqüência (a fonte de energia que alimenta o chip do Transponder), que por sua vez, responde com o conteúdo de sua memória.

 

Ao contrário de um leitor para código de barras, um leitor RFID não necessita de contato visual com a etiqueta para ler os dados e a leitura pode ser feita através de diversos materiais como plástico, madeira, vidro, papel, tecido, entre outros. O dispositivo pode realizar ainda a leitura simultânea de milhares de microchips e armazenar o resultado em uma memória para posterior envio ao servidor do sistema.

 

A distância de leitura entre Leitor e Transponder é um fator muito importante para o bom funcionamento do sistema RFID. Essa distância depende de diversos fatores tais como: tipo do Transponder (se ativo ou passivo), tamanho da antena, potência do Leitor, freqüência empregada, dentre outros, devendo ser otimizada para cada aplicação e com o alcance variando de poucos centímetros a centenas de metros.

 

O Transponder pode ser alimentado indutivamente pelos sinais de rádio que são emitidos pelo Leitor RFID tanto para leitura quanto escrita (microchip passivo) ou pode possuir sua própria fonte de energia, por exemplo, uma pequena bateria (microchip ativo). Quando ativado pelo Leitor, o chip decodifica a solicitação contida no sinal de rádio e gera um sinal de resposta usando a própria energia da radiofreqüência recebida.

 

A capacidade de armazenamento de um microchip RFID é limitada, variando conforme o tipo de chip. Normalmente, em sistemas passivos, as capacidades variam entre 64bits e 8 kilobits. As etiquetas RFID mais novas podem armazenar, em média, de 114 bytes a 1Kbyte de informação na memória, dependendo de sua aplicação.

 

Vantagens e Pontos Positivos

 

Sem dúvida alguma a tecnologia RFID oferece inúmeras possibilidades de aplicação, apresentando soluções para os sistemas de rastreamento e identificação com diversas vantagens:

  • Maior confiabilidade;
  • Aumento da segurança em operações repetitivas;
  • Redução de custos operacionais;
  • Eliminação de erros humanos;
  • Aumento na velocidade dos processos, devido à automação dos mesmos;
  • Melhor controle de qualidade com conseqüente redução de perdas;
  • Operação sem a necessidade de contato físico ou permanência em ambientes insalubres (lugares úmidos, corrosivos, com extremos de temperaturas muito altas ou muito baixas), locais sujeitos à vibração, choques, etc.

A confiabilidade é uma das maiores vantagens da tecnologia RFID. Ao contrário da maioria dos sistemas existentes no mercado, em nenhuma situação a operação de leitura dos Transponders depende de contato físico ou elétrico.

 

Ficam assim eliminados os problemas decorrentes de oxidação, sujeira e desgaste de superfícies. A operação é simples, bastando aproximar o Leitor do Transponder, não sendo necessária uma posição predefinida para a leitura.

 

A tecnologia RFID apresenta ainda como pontos positivos:

  • Capacidade de armazenamento dos dados coletados;
  • Leitura simultânea de milhares de itens diferentes por segundo;
  • Captura dos dados sem necessidade de visada direta;
  • Possibilidade de reutilização e alta durabilidade das etiquetas;
  • Rastreabilidade de produtos e de seres vivos.

Questões de Padronização

 

Uma questão importante que envolve a tecnologia diz respeito à padronização das freqüências utilizadas pelas etiquetas, isto é, a definição de uma “linguagem universal” para que os produtos possam ler lidos por toda a indústria, de maneira uniforme.

 

O fato é que os investimentos nas etiquetas RFID não se limitam ao microchip anexado ao produto. Por trás das etiquetas estão antenas que capturam dados e os transmitem para leitoras, passando em seguida para um sistema de filtragem de informações que, finalmente, precisa se comunicar com diferentes bases de dados.

 

O MIT e outros centros de pesquisa têm se dedicado ao estudo de um padrão que utilize os recursos da tecnologia de radiofreqüência e sirva de referência para o desenvolvimento de novos dispositivos de armazenamento de dados.

 

Foi desse estudo, inclusive, que nasceu o Código Eletrônico de Produtos (Electronic Product Code – EPC), usado atualmente em muitos países.

Fonte: teleco.com.br

Volks lança divisão de serviços para fazer frente ao Uber

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Mas a Volkswagen deixou claro que pretende compensar pelo tempo perdido durante uma conferência de startups em Londres, na qual lançou o Moia.

A empresa oferecerá serviços de transporte sob demanda no ano que vem, inicialmente na Alemanha, através da nova unidade que se chamará Moia.

A maior fabricante de automóveis da Europa vem intensificando os esforços para desenvolver serviços de mobilidade digital. No começo do ano, a Volkswagen investiu no negócio de transporte de passageiros Gett, rival do Uber.

“No médio e longo prazos, o Moia criará o tipo de serviço que atenderá às necessidades dos cidadãos urbanos”, afirmou Ole Harms, diretor da nova divisão.

Enquanto busca se recuperar do escândalo de emissões de diesel, a Volkswagen espera abocanhar uma fatia substancial da receita gerada por novos serviços até 2025.

A montadora tem investido bilhões de euros em veículos elétricos, carros autônomos e serviços de transporte.

As perspectivas de negócio são grandes, avaliou a consultoria A.T. Kearney em estudo publicado em outubro. O mercado global de carros autônomos e serviços relacionados pode crescer para US$ 282 bilhões até 2030, de US$ 51 bilhões em 2020, de acordo com a consultoria.

A Volkswagen se entregou lentamente aos carros elétricos e por muito tempo ignorou alternativas, enquanto as rivais alemãs Daimler e a BMW há muitos anos davam andamento às próprias operações de compartilhamento de veículos.

Mas a Volkswagen deixou claro que pretende compensar pelo tempo perdido durante uma conferência de startups em Londres, na qual lançou o Moia.

“Mesmo que nem todo mundo ainda deva ter seu próprio carro no futuro, o Moia pode ajudar a tornar todos um cliente da nossa empresa de um jeito ou de outro”, explicou o presidente da VW, Matthias Mueller.

No mês passado, ele informou que a montadora estava em negociações com o Uber sobre uma possível cooperação, mas a montadora não se contentaria com o mero papel de fornecedor.

A empresa alemã quer se tornar um líder nesse novo segmento de serviços na Europa nos próximos dois anos, disse Harms a repórteres. De acordo com ele, a equipe da Moia em Berlim deve quadruplicar para 200 até o próximo ano.

Mais serviços
A Daimler, dona da Mercedes-Benz e da Smart, possui uma empresa de compartilhamento de veículos, a Car2Go, que oferece aluguel em 29 cidades da Europa e da América do Norte. O mesmo ocorre com a Fiat, que possui a Enjoy, que atua na Itália com uma frota de 500 e 500L.

Já no início deste ano, a GM anunciou uma parceria com a Lyft, que presta tipo de serviço semelhante ao Uber.

A Ford segue um caminho semelhante ao da Volkswagen, com seu próprio aplicativo de caronas pagas, enquanto a Toyota investirá no Uber mesmo, com uma aliança estratégica que facilita a locação de veículos aos motoristas.

A alemã BMW já oferece aluguel de curto ou longo prazo, serviço de entregas, motorista particular por meio do aplicativo ReachNow nos Estados Unidos. Os donos de BMW ou Mini podem alugar os próprios carros, caso eles não estejam em uso, por exemplo durante as férias.

No Brasil, a Chevrolet testa o compartilhamento de carros por meio da Maven, e a Audi disponibilizou carros no escritório da empresa em São Paulo, onde qualquer pessoa que trabalha no prédio pode alugar um A3 Sedan, A4, A6, Q3 ou TT Coupé por hora, dia ou final de semana.

As informações são do site Auto Esporte 

Indústria Brasileira – Análise Setorial

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1. A INDÚSTRIA BRASILEIRA

O Brasil, a partir de 1930, passou por amplo processo de industrialização, que trouxe profundas conseqüências em termos de mudança na estrutura produtiva e nos modos de vida da população.

A dinâmica industrial brasileira foi em geral pautada pelas necessidades de consumo, seguindo etapas mais ou menos definidas. Os investimentos, em termos setoriais, foram se dando em “blocos”, de acordo com as necessidades da demanda e com as possibilidades de materialização dos investimentos (condições da acumulação: escalas necessárias, existência de financiamento etc.).

Antes de 1930, as indústrias existentes surgiram nas “franjas” da economia cafeeira, ou seja, de acordo com as necessidades de atender a um mercado consumidor incipiente, surgido com o processo de imigração e a renda dos trabalhadores ligados ao setor agrário-exportador. Duas correntes principais visam explicar a origem da indústria brasileira neste período:

  • a teoria dos choques adversos;
  • a industrialização induzida por exportações.

“Teoria dos Choques Adversos – a indústria surgiu no Brasil como uma resposta às dificuldades de importar produtos industriais em determinados períodos. Como exemplo, poderíamos citar a Primeira Guerra Mundial e a Grande Depressão dos anos 30. Nestes momentos, em que se diminuía o valor das exportações, grava-se um protecionismo, que aumentava a rentabilidade da indústria. Assim, passava-se a produzir internamente, com vistas a suprir a falta de importações.

Industrialização Induzida Por Exportações – a indústria apareceu nos momentos de expansão da economia cafeeira. Segundo esta, nestes momentos ocorria expansão da renda e do mercado consumidor, através do aumento da massa salarial, bem como aumentava a oferta de divisas necessárias à importação de equipamentos industriais para investimentos”. (PEREIRA, 1977, pp. 156-157)

Em ambas, a indústria surge para atender às necessidades da economia cafeeira. Na primeira, é a crise do setor exportador que gera o impulso para a industrialização. Na segunda, o impulso é o bom desempenho do setor exportador.

Nos dois casos, a indústria visava atender às necessidades de consumo dos trabalhadores assalariados do café, com produtos cuja importação era mais difícil. Exemplos disto seriam os bens perecíveis ou aqueles que apresentavam baixa relação valor/frete, ou seja, alto custo para importar. Nestes casos, viabilizava-se a concorrência doméstica, apesar da menor eficiência (produtividade). Outra precondição para que determinados setores fossem objeto de investimento industrial era a baixa necessidade de capital.

Analisando as duas explicações anteriores, pode-se concluir que o investimento industrial se deu nas fases de expansão do setor exportador, quando havia divisas para importar as máquinas necessárias ao investimento. Já a ocupação da capacidade instalada, o aumento da produção, se dava nos momentos de crise do setor exportador quando se dificultava a importação de bens de consumo e se permitia que a produção nacional se tornasse competitiva.

Assim, nesta primeira fase, destacavam-se os bens de consumo leve. De acordo com o censo industrial de 1920, os produtos têxteis, alimentícios e bebidas, respondiam por mais de 80% do valor da produção industrial no país. No censo de 1939, esta participação se mantém elevada, correspondendo a 2/3 da produção .

Os demais ramos industriais existentes eram basicamente setores acessórios, que surgiam para a prestação de serviços aos principais setores. Um exemplo seriam as oficinas que com o tempo passaram a produzir algumas peças de reposição internamente. Outro exemplo de atividades industriais eram aquelas que visavam suprir a demanda de instrumentos de trabalho para a agricultura: enxadas, arados, etc. Mas todos estes setores, metal-mecânico, siderurgia, materiais elétricos e de transportes etc. eram extremamente insignificantes no total da produção industrial e esta, no produto econômico.

O crescimento industrial, nas décadas de 10 e 20, situou-se em torno de 50% em cada período. Somente na década de 30 é que se acelerou o ritmo de crescimento industrial, quando a industrialização foi colocada como objetivo nacional. Desconsiderando-se os anos de 1931 e 1932, em que sob o impacto da crise internacional o país ficou praticamente estagnado, já a partir de 1933 retomou-se o crescimento econômico com base na indústria. O investimento industrial substituiu as exportações enquanto variável dinâmica da economia. O crescimento industrial no período de 1933/39 foi de 100% e, na década seguinte, apesar da Segunda Guerra Mundial, o crescimento foi de 110%.

A década de 50 é marcada por rápido crescimento industrial, que triplicou a produção entre 1950/61. Com isso, a participação da indústria no PIB passou de 24,1% para 32,5%. Neste período, nota-se o aumento da participação dos setores mais intensivos em capital. Como exemplo desta alteração, temos o setor de material de transportes que passou de 2,3% no total da produção industrial em 1949 para 6,7% em 1959. Comportamento semelhante aconteceu nos setores metalúrgicos, mecânico, químico, material elétrico e de comunicações.

Essa maior participação dos setores de bens duráveis foi decorrente do Plano de Metas (1956/61), cujo diagnóstico que sustentava o plano era a existência de uma demanda interna reprimida por bens de consumo duráveis; logo passou-se a estimular a produção interna destes bens. Um exemplo disto foi a implantação no país da indústria automobilística a partir de uma série de incentivos ao capital estrangeiro. Esta mudança de direcionamento pode ser percebida de acordo com o censo de 1959, segundo o qual o setor de material de transportes respondeu por 24% do investimento industrial total.

Para percebermos as mudanças introduzidas ao longo do Plano de Metas, podemos verificar as seguintes taxas de crescimento da produção industrial (para alguns setores específicos) entre os anos de 1955/62:

  • materiais de transporte: +711%;
  • materiais elétricos e de comunicações: +417%;
  • têxtil: +34%;
  • alimentos: +54%;
  • bebidas: +15%.

Percebe-se, pelos dados, clara mudança no direcionamento da produção industrial. Os setores de bens de consumo leve, que havia sido implantados, passaram a ceder o lugar dinâmico aos bens de consumo duráveis. Esta mudança está de acordo com a lógica do PSI (Processo de Substituição de Importações), e com a seqüência a ser assumida para a implantação da indústria, de acordo com este modelo.

O período seguinte 1962/67 é caracterizado pela primeira crise industrial no Brasil. Ao longo deste período, a indústria cresceu apenas 15%, sendo que em 1963 o crescimento foi praticamente nulo e no ano de 1965 foi negativo.

O próximo período é o do chamado “Milagre Econômico Brasileiro”. Esta fase se caracteriza por rápido crescimento econômico, com as taxas situando-se em torno de 10% a.a., com destaque para o produto industrial que cresceu à média de 14% a.a. Neste período, manteve-se a tendência de maior crescimento nos setores mais intensivos em capital. Algumas médias de crescimento setorial ilustram este fato:

  • setor de bens de consumo duráveis: 23,6% a.a.;
  • setor de bens de capital: 18,1% a.a.;
  • setor de bens intermediários: 13,5% a.a.

Estes dois últimos setores começavam a ganhar destaque e passavam a constituir-se nos primeiros ramos a dar prosseguimento ao PSI. A construção civil ao longo do milagre cresceu a uma taxa média de 15% a.a. e o setor de bens de consumo leves foi o que apresentou o pior desempenho: o setor têxtil, por exemplo, cresceu ao longo de todo o período apenas 31%, e o de alimentos 61%.

A fase seguinte é caracterizada por uma série de investimentos estatais e incentivos ao setor privado, para o desenvolvimento do setor de bens intermediários, no primeiro caso, e de bens de capital, no segundo. Esta fase é o chamado II PND (II Plano Nacional de Desenvolvimento). A idéia básica do plano era completar o PSI, buscando uma estrutura industrial madura para o país.

As taxas de crescimento no período foram menores que ao longo do Milagre, mas ocorreram profundas mudanças estruturais na economia. A indústria como um todo cresceu 35% entre os anos 1974/79. Os principais setores foram o metalúrgico, que cresceu 45%, o setor de material elétrico, 49%, papel e papelão, 50%, o setor químico, 48%. O setor têxtil cresceu 26% e o de alimentos 18%. O setor de material de transportes cresceu 28%. Percebe-se, novamente, um redirecionamento na atividade industrial, agora para o setor de insumos e de máquinas e equipamentos.

Percebe-se que a dinâmica industrial brasileira contemplou a seqüência de fase explicitada no PSI. Primeiro consolidou-se o setor de bens de consumo leves (até 1950). No Plano de Metas, iniciou-se a consolidação do setor de bens de consumo duráveis que se completou no Milagre Econômico. Ao longo de toda esta fase, desenvolveram-se de forma incipiente os setores de bens de capital e bens intermediários, que passaram a receber tratamento especial no II PND, quando se pode dizer que se completara a matriz industrial brasileira.

Os principais ramos da indústria no país são: metalúrgico, materiais elétricos e de comunicações, mecânico, materiais de transporte, químico e produtos alimentares.

O sucesso da implementação do PSI no país que praticamente completou todas as etapas. Vários problemas permanecem na estrutura industrial brasileira: falta de competitividade em vários setores, incapacidade das indústrias nacionais de entrarem em setores tecnologicamente avançados, não-geração autônoma de tecnologia no país, pequena escala das indústrias nacionais etc. Mas, apesar de todos os problemas, possuímos um dos maiores parques industriais do mundo com uma estrutura bastante integrada.

Com o investimento industrial enquanto centro dinâmico do crescimento econômico, houve aumento significativo na participação da indústria no PIB, sendo este o setor com melhor desempenho no período 1930/80.

A década de 80, marcada pela crise cambial da economia brasileira e pela aceleração inflacionária, trouxe uma crise generalizada para a indústria, com profundas oscilações no produto industrial. O ano de 1981, por exemplo, apresentou queda no produto industrial em torno de 10%, sendo que apenas o setor de bens de consumo leve apresentou ligeiro crescimento de 1,1%. No ano de 1982, a indústria ficou estagnada e, em 1983, voltou a apresentar profunda queda. No período 1984/86, a indústria apresentou forte recuperação, com crescimento acumulado em torno de 30%. A partir de 1987 voltou a apresentar tendência à retração, voltando a recuperar-se somente a partir de 1993.

A indústria foi o setor que mais sofreu com o processo de ajustamento na década de 80. Este baixo crescimento industrial levou vários autores a chamarem a década de 80 de “A Década Perdida”. Algumas qualificações devem ser feitas a esse respeito. A indústria passou por um amplo processo de saneamento neste período. Este fato pode ser visto pelo aspecto financeiro, em que as indústrias deixaram de ser devedoras líquidas e passaram a apresentar posições credoras, ou seja, ficaram em geral com seus passivos saneados e numa posição líquida para retomar os investimentos. Observou-se amplo processo de racionalização de custos e busca de maior eficiência, em especial a partir do governo Collor e do processo de abertura comercial ao exterior, que levou a profundos ganhos de produtividade.

“O processo de industrialização brasileiro, baseado no chamado PSI, tinha como uma de suas características o protecionismo, que levava a uma despreocupação com a questão da eficiência. A necessidade de sobrevivência, ao longo da crise, levou vários setores e indústrias específicas a um processo de modernização e de busca de competitividade. Este processo levou, inclusive, a um aumento nas exportações de manufaturados, uma vez que a crise forçou as empresas a buscar novos mercados consumidores”. (FORTUNA, 1995, p. 117)

Assim, chamar a década de 80 de perdida, com base nos dados globais de produção industrial, é encobrir um importante processo de reorganização microeconômica da estrutura produtiva.

Este último ponto torna-se extremamente importante ao analisarmos a tendência de abertura comercial brasileira. Várias empresas que se modernizaram ao longo da crise possuem hoje competitividade internacional, em especial se algumas reformas institucionais forem realizadas no sentido de se reduzir o chamado “custo Brasil”. Entre estas destacam-se a readequação da infra-estrutura (transporte, energia, sistema portuário etc.), a reforma tributária com a diminuição da cunha fiscal sobre as empresas, a reforma financeira que permita a consolidação de linhas de financiamento com prazos e custos adequados.

Algumas características, porém, ainda permanecem no setor empresarial brasileiro que necessitarão de transformações. O modelo de industrialização brasileira baseou-se no chamado tripé: capital estatal, capital privado nacional e capital privado internacional. Ao primeiro caberia o setor de infra-estrutura e as indústrias intermediárias (de base) – setores que necessitavam de alta escala de capital. Ao terceiro caberia os setores de ponta, tecnologicamente mais avançados, os setores dinâmicos do desenvolvimento (bens de consumo duráveis, químicos etc.). O capital privado nacional ficou responsável pelos setores tecnologicamente mais simples e onde menores escalas de capital fossem necessárias; neste sentido incumbiu-se do setor de bens de consumo leve e dos setores fornecedores de insumos ao capital estrangeiro e ao capital estatal.

Com isso, a empresa nacional é de pequeno porte, em comparação com as empresas internacionais, possuindo pequena escala de produção. Este fato pode ser explicado por vários motivos; entre eles, podemos destacar o pequeno mercado consumidor nacional, dado o processo concentrador de renda que se verificou no Brasil e a ausência de financiamento adequado para as empresas. Esta pequena escala permite a existência de empresas de caráter tipicamente familiar, que vão passando de pais para filhos, em que muitas vezes se sacrifica a expansão da empresa para não se perder o controle familiar. Com isso, várias ineficiências administrativas se colocam em várias empresas por uma resistência à profissionalização da administração e à quebra do controle familiar.

Outro ponto é que, dadas as características do mercado de trabalho no Brasil e em virtude do protecionismo, que permitia despreocupação com a eficiência, as empresas nacionais não possuem tradição de investir em pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos. Com isso produzem produtos com baixa intensidade tecnológica e pequeno valor adicionado, não conseguindo entrar nos setores dinâmicos da indústria moderna. Assim, estas empresas têm grande dificuldade de atingir escalas de operações globais, cada vez mais necessárias no mundo moderno.

2. ANÁLISE ATUAL DO SETOR INDUSTRIAL BRASILEIRO

Na década de 80, o Brasil mergulha numa longa recessão que praticamente bloqueia o seu crescimento econômico. No começo dos anos 90, a produção industrial é praticamente a mesma de dez anos atrás. Ao longo da década, o setor industrial vem perdendo participação no PIB para o setor de serviços.
Em 1997, destacam-se no setor industrial, dois movimentos:

• O aumento da dispersão geográfica da atividade industrial, com a instalação de grandes empresas em regiões que tradicionalmente se mantiveram dependentes da agropecuária e de pequeno porte;

• A internacionalização das empresas industriais e a crescente participação de grupos financeiros no controle total ou parcial de indústrias. A reorganização dos grandes grupos industriais ocorre, principalmente, com as operações de aquisição e fusão de empresas, que acontecem em grande número desde 1995.

Com a abertura da economia ao mercado externo, iniciada no governo Collor, a indústria brasileira tem sofrido grandes transformações. Sua participação no PIB total cai durante os primeiros anos da década de 90: de 41,9% em 1990 passa para 33,4% em 1996, com crescimento de apenas 2,3% nesse ano, inferior ao da agropecuária e ao do setor de serviços. Entre janeiro e outubro de 1997, o setor volta a crescer: atinge 5,1%, índice superior ao acumulado em 1995 e 1997. Mas, em novembro, as mudanças econômicas que se seguiram às fortes quedas nas bolsas de valores no final de outubro ameaçavam desacelerar o setor.

2.1. DISPERSÃO INDUSTRIAL

O Sudeste, com a maior concentração industrial do país, tem perdido esse espaço para outras regiões antes marginalizadas. Por exemplo, a Grendene, que se instala em Sobral, Ceará, abrindo 6,2 mil vagas. Atraídas pela mão-de-obra mais barata e por incentivos fiscais, grandes empresas de calçados, de eletrônicos e têxteis vêm investindo em diferentes áreas do país. As montadoras de automóveis começam a se instalar em 1997 fora do estado de São Paulo. A Audi, a Chrysler e a Renault preparam-se para fixar-se no Paraná. A coreana Ásia fabricará os utilitários Topic e Towner na Bahia. A Mercedes-Benz e a Iveco, marca de caminhões da Fiat, estabelecem-se em Minas Gerais. Paralelamente ao deslocamento dessas indústrias ocorrem mudanças significativas no mercado de trabalho: postos são fechados no Sudeste enquanto outros são abertos nos novos pólos industriais. Com altíssimo grau de mecanização e informatização, as novas fábricas obtêm o mesmo rendimento com menor número de empregados.

2.2. INCORPORAÇÕES E FUSÕES

O aumento da concorrência tem levado grandes grupos industriais a se reorganizar. Os rigorosos padrões de competição internacional, aliados à queda da inflação, que permitia esconder ineficiências produtivas pelo bom gerenciamento financeiro, colocam muitos grupos industriais em risco. Boa parte vem conseguindo se modernizar. Para alguns a saída tem sido a incorporação por grupos empresariais mais bem preparados ou capitalizados. A Metal Leve, por exemplo, empresa do setor de autopeças considerada eficiente e moderna, não conseguiu acompanhar as imposições da competição e acabou nas mãos de sua concorrente, a alemã Mahle.

Segundo levantamento da KPMG, empresa de consultoria e auditoria, 933 companhias de todos os setores, mas principalmente da indústria, foram vendidas ou se associaram a investidores locais ou internacionais entre 1992 e 1996. Só em 1996 foram 329 operações, no valor total de US$ 7,3 bilhões. Esse processo acontece porque os principais grupos transnacionais estão interessados em se inserir num mercado potencial de quase 160 milhões de habitantes.

Além da internacionalização, outra característica dos novos tempos é a crescente participação de grupos financeiros no controle total ou parcial de empresas industriais. Os casos mais importantes são a aquisição da Arisco, empresa do setor alimentício, pelo banco norte-americano de investimentos Goldman Sachs, e a compra de participação minoritária da Cofap, do setor de autopeças, pelo Bradesco, o maior banco privado do país.

Todas essas mudanças feitas pela indústria para aumentar a produtividade e diminuir o custo e, assim, adequar-se à competição internacional refletem diretamente no número de postos de trabalho. Em dezembro de 1997, a Volkswagen anuncia a modernização de sua unidade de São Bernardo do Campo e a previsão de 10 mil demissões. A proposta alternativa da empresa – de redução de jornada e salários – é recusada pelos metalúrgicos, que aceitam negociar um programa de demissões voluntárias.

Há também grande redução de empregos com carteira assinada, que atinge, com maior freqüência, o trabalhador adulto, homem, qualificado para ocupações técnicas. Para as novas vagas, as exigências de escolaridade são, a cada dia, mais altas. Muitas empresas não aceitam trabalhadores que não tenham pelo menos o ensino médio (antigo 2º grau) completo.

Por: Renan Bardine – Fonte http://www.coladaweb.com/economia/analise-setorial-a-industria-brasileira

Indústria 4.0: O que é? Como implementar? Palestra ABIMAQ – Grátis para 10 primeiros que deixarem nome e empresa nos comentários.

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E como o Brasil se tornou pioneiro na demonstração do conceito?”

Data(s) e Horário(s):

08/12/2016 9h ás 12h

Local: Sede ABIMAQ SP – Avenida Jabaquara, 2925 (Próximo a Estação São Judas do Metrô)

Site Manufatura-Inteligente – Cortesia

Não Associados: R$ 50,00

Telefone para contato: 55256000 – CRM

Objetivo:

Abordar a Industria 4.0 de forma simples e objetiva, exemplificando as demandas de mercado que impulsionaram a nova revolução industrial. Nivelar o conhecimento sobre tecnologias de gestão, informação e coleta de dados (dimensionais) para a nova indústria. Apresentar a melhor estratégia para implementar conceitos da manufatura avançada. E demonstrar iniciativas brasileiras aplicando conceitos da 4.0 na prática (células automatizadas).

A Quem se Destina:

Engenheiros, coordenadores e gerentes envolvidos com manufatura, inovação e/ou melhoria de processos. Diretores, presidentes e CEOs de empresas que possuem processos de fabricação seriada e por lotes.

Ministrante:

Danilo Lapastini

Vice-Presidente – América do Sul – Hexagon M.I. Diretor Conselheiro -ABIMAQ/Sindimaq. Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas. Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição (CSQI). Redator do Site: Manufatura Inteligente. Com 30 anos de experiência na área Industrial, sendo 10 dedicados a área de manufatura e 20 dedicados a área de Metrologia, atuou em tradicionais empresas do ramo, como: Cosa Intermáquinas e Mahr. Atualmente dirige a divisão de M.I do grupo Hexagon. na América do Sul.
Bruno M. Okazaki
 
Líder de novos projetos da Hexagon Manufacturing Intelligence, responsável pelo relacionamento com instituições de ensino, coordenação técnica e comercial do software Hexagon Q-Das e responsável por novos projetos de desenvolvimento e manufatura avançada. Engenheiro de Produção com especialização em Automação Industrial e Controle, ambas formações concluídas pela FEI. Vice Coordenador do Grupo de Trabalho de Manufatura Avançada da ABIMAQ (Associação Brasileira de Maquinas e Equipamentos). Coordenador de dois grupo técnicos da Célula de Manufatura Avançada da EXPOMAFE 2016 e Gerente de Projeto da Célula 4.0 do Workshop de Manufatura Inteligente 2016 da Hexagon MI.

Programa:

Afinal o que é a Revolução Industrial 4.0;
As mudanças na sociedade, nos levam a construirmos uma nova Manufatura;
Entendendo alguns conceitos: TA – TI – IIoT – Cloud – Big Data e suas convergências;
Como gerar valor na produção industrial com a convergência das informações;
Qualidade impulsionando a Produção;
Onde estamos e quais são os próximos passos;
Cultura;
Tendências;
Hexagon Manufacturing Intelligence;
Novas Tecnologias para coleta de dados dimensionais;
Hexagon e a indústria 4.0;
Cases: Indústria 4.0 na prática – Células demonstradoras
ABIMAQ – FEIMEC 2016;
Workshop de Manufatura Inteligente 2016;
Sistema Ciber Físico (CPS) voltado ao controle de processos (Hexagon: Q-Das);
Exemplos de empresas com tecnologias apresentadas (Hexagon);
Formas de pagamento:
Boleto Bancário à vista.
Outras Informações:
Incluso: coffee Break.

Casaco recarrega seu smartphone através de energia solar

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Agora, se o seu problema é extremo, você tem a opção de encomendar um casaco que recarrega todos os seus gadgets através de energia solar.

ara os fãs de tecnologia, uma das piores coisas que pode acontecer é ficar na rua “isolado” do mundo porque a bateria do seu smartphone acabou. Hoje em dia, um dos maiores desafios dos fabricantes é o de criar aparelhos capazes de ficarem ligados mais tempo, mesmo com uso contínuo.

Agora, se o seu problema é extremo, você tem a opção de encomendar um casaco que recarrega todos os seus gadgets através de energia solar. O japonês Junya Watanabe mostrou o seu projeto em março deste ano, mas agora ele finalmente colocou o casaco, chamado de FW16, à venda.

O preço é salgadinho: US$ 3.984, ou cerca de R$ 12,2 mil. Mas se você comprar hoje, ele sai por “apenas” US$ 2.709, ou R$ 8,5 mil – uma pechincha, hein? O casaco tem 4 painéis solares na parte das costas e outros 2 na parte da frente e armazena a energia em uma bateria interna na qual você pode conectar todos os seus aparelhos tecnológicos. Será que vale a pena?

Moda?

O estilista Junya Watanabe é bastante conhecido entre os seguidores da moda masculina, principalmente por suas criações excêntricas. O casaco FW16 é só mais um dentro de um rol de modelos curiosos lançados pelo japonês nos últimos anos. Algo que não ficou claro em sua nova criação é o tempo que a pessoa deve permanecer exposta ao Sol para que as baterias sejam carregadas.

Outro detalhe informado é que o casaco já vem com um cabo para você ligar no seu smartphone – só não explicaram se ele é para conexões com iPhone, microUSB ou Type-C. Pelo preço, talvez seja possível customizar essa opção, mas tente se informar mais antes de adquirir o produto.

Agora, se você é mulher e não gostou muito do modelo desse casaco, ainda existe a opção de comprar um biquíni feito com painéis solares e que recarrega os seus gadgets enquanto você toma um banho de Sol. Melhorou?

As informações são do site Tecmundo

Lavoura digital’ tem trator autônomo e reconhecimento de erva daninha

trator

www1.folha.uol.com.br

Os agricultores João e José de Oliveira, da pequena cidade de Rancho Alegre, no interior do Paraná, preparam-se para um dos momentos mais importantes da cultura da soja: o plantio.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1834684-agronegocio-chega-a-fase-digital-com-sensor-de-umidade-e-trator-autonomo.shtml

colaboração: Vicente Beserra