Saúde entra na era da indústria 4.0

Engana-se quem pensa que a automatização de processos vai se restringir ao chão de fábrica. Uma nova lógica de produção nascida com a indústria 4.0, também conhecida como a quarta revolução industrial, deu início a um processo de digitalização sem precedentes em empresas de todos os tipos e tamanhos, incluindo as que atuam na área de saúde.   
Um exemplo? A automatização tem levado cada vez mais inteligência ao processamento de exames laboratoriais. Máquinas interconectadas conversam e trocam comandos entre si, organizam o envio de material biológico para o equipamento correto e geram resultados mais precisos e em tempo cada vez mais curto. 
Esse é o caso do Grupo Sabin, laboratório que nasceu em Brasília e hoje possui cerca de 200 unidades em oito estados e 3 000 funcionários. Uma nova sede prevista para começar a operar no segundo semestre deste ano, em Brasília, vai ampliar e modernizar o parque tecnológico da empresa.
Entre as novas plataformas de automação laboratorial está uma esteira de 70 metros que será conectada a 25 robôs capazes de fazer análises de amostras nas áreas de bioquímica, sorologia, hormônios e coagulação. O sistema permitirá à empresa dobrar sua capacidade técnica em até cinco anos, podendo chegar a 4 milhões de exames por mês.
Funcionará assim: quando o tubo do exame sair do centro de coleta e chegar ao centro de processamento, um software identificará as informações sobre o paciente e os pedidos médicos para encaminhar o material aos equipamentos específicos. “O contato do nosso funcionário com a amostra biológica é mínimo, o que reduz também qualquer risco de contaminação, além de aumentar a capacidade produtiva”, afirma Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin.
Com o investimento em novas tecnologias, o Sabin passará a fazer dentro de casa alguns exames que seguiam para parceiros. A tecnologia otimiza o fluxo de trabalho e eleva a qualidade do diagnóstico, assim como o conforto do paciente, uma vez que um único tubo de sangue pode ser usado em vários exames. “O uso da tecnologia coloca à disposição do cliente o que se tem de melhor no mercado em termos de diagnóstico e análises clínicas”, diz Lídia. 
Também pensando no conforto do paciente, o laboratório Richet, do Rio de Janeiro, inaugurou, em junho deste ano, o conceito de One Stop Shop, que reúne no mesmo lugar serviços laboratoriais e de diagnóstico de imagem. Tendência mundial, a integração de todos os serviços no mesmo centro de atendimento ainda não tinha chegado à cidade.
No Rio de Janeiro, ainda é mais comum a realização de exames de sangue e de imagem em laboratórios distintos. Mas o Richet quer mudar esse conceito com sua nova unidade. “Em um único lugar, o paciente pode agendar tanto o exame de sangue quanto o de imagem para resolver tudo de forma mais rápida”, afirma Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet.
Com investimento de aproximadamente 15 milhões de reais, a unidade recém-inaugurada recebeu uma série de equipamentos de última geração que ampliaram e modernizaram o parque tecnológico da empresa. Entre os equipamentos para exames de imagem estão, por exemplo, aparelhos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, PET-CT e raios X digitais. Além disso, a nova unidade se beneficiará também de uma esteira de automação laboratorial de exames de análises clínicas.
O novo laboratório oferece ainda atendimento personalizado ao paciente. Durante o agendamento, é possível enviar os dados pessoais e os pedidos médicos para agilizar o atendimento no dia marcado. Se quiser que o processo seja ainda mais rápido, o paciente poderá agendar até mesmo o exame de sangue.
“É uma tendência no modelo de negócios a consolidação de atividades correlatas para fazer com que o paciente tenha o conforto de realizar, em um mesmo período, todos os exames necessários”, diz Enrico De Vettori, sócio e líder nas áreas de life science e healthcare da consultoria Deloitte.
Os benefícios também se estendem ao médico, que não só é avisado quando os exames estão prontos como pode acessar os resultados em uma plataforma pela internet. “Além de ter uma visão mais globalizada do paciente, quem faz o laudo tem dados adicionais para confirmar o resultado ou conversar com o médico sobre o caso”, afirma Torres. 
Os movimentos feitos pelos laboratórios Sabin e Richet são exemplos de como a área de saúde tem se reinventado com a criação de novos processos que transformam a logística das análises clínicas. “De todos os negócios hoje no Brasil, um dos que mais tem mudado e incorporado a alta tecnologia é o da saúde”, afirma Vettori, da Deloitte.
Segundo ele, as novas tecnologias devem mudar ainda mais esse setor num futuro próximo. “Gastamos muito dinheiro na fase final de vida do paciente. A tendência, agora, é investir mais em prevenção”, diz Vettori. Isso será possível com o auxílio do conceito de indústria 4.0, que, além de informatizar e gerar produtividade, também poderá melhorar a qualidade de vida da população.
Fonte: Exame.com

“Industrias criativas são uma excelente maneira de conduzir um país para fora de qualquer dificuldade”

Suor, dinheiro ou talento: qual das opções é o ingrediente fundamental para uma economia de sucesso? Acertou quem respondeu talento. Em plena era da informação, o que conta pontos a favor da economia é habilidade, imaginação e conhecimento. “Durante a maior parte da história da humanidade o fator indispensável das economias foi o suor, ou seja, o trabalho humano. Já durante a era industrial do último século e meio foi o dinheiro, ou seja, o capital. Hoje é a criatividade”, diz John Newbigin, conselheiro da agência britânica Creative England e palestrante principal da mais recente edição da KES – Knowledge Exchange Sessions, que ocorreu em 24 de novembro, em São Paulo. No evento, ele discutiu um dos temas mais quentes no mundo dos negócios: a nova noção de “economia criativa” como parte determinante e crescente da economia global.
O termo já entrou para o vocabulário dos maiores executivos, empresas e governos do mundo, e foi criado para nomear modelos de negócios e de gestão para atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do capital intelectual, da criatividade ou do conhecimento de indivíduos. “À medida que as economias mundiais se tornam cada vez mais competitivas e produtivas, as chaves do seu sucesso econômico passam a ser a sua genialidade e as habilidades individuais”, diz Newbigin. Em entrevista para o site Caminhos para o Futuro, o empresário cultural, que também é Assessor Especial do Governo do Reino Unido, fala sobre como os elementos da tradicional indústria criativa começam a ultrapassar seus campos originais de atuação e a desempenhar um papel cada vez mais importante para promover a inovação e o crescimento em outros segmentos da economia.
CPOF: Qual é a origem da economia criativa?
Newbigin: É uma mistura de valores econômicos e culturais. Ela se deu quando as antigas tradições do trabalho cultural e industrial começaram a ter vínculos com uma gama mais ampla de atividades produtivas modernas, como a publicidade, o design de roupa, o desenho gráfico e a mídia. E, mais importante, quando passaram a ter maior abrangência, com o poder da tecnologia digital.
CPOF: Como a economia criativa se diferencia de outros setores da economia?
Newbigin: Justamente pelo mix cultural e econômico. Esta ampla e complexa herança cultural a destaca. De fato, a atividade cultural não esteve incluída como um componente da economia durante boa parte da história. Abrangia aquelas atividades às quais as pessoas se dedicavam quando deixavam de trabalhar, mas que não faziam parte da sua vida laboral. Inclusive hoje, as indústrias criativas são expressões do valor cultural e econômico.
CPOF: Por que a economia criativa é difícil de ser medida?
Newbigin: Além do valor de troca e do funcional, a maioria dos produtos, serviços ou atividades criativas carregam um valor agregado, ou seja, um significado cultural que pouco ou nada tem a ver com os custos da sua produção ou utilidade. Em longo prazo, esse valor pode diminuir (no caso de um produto da moda, por exemplo, pode se tornar obsoleto) ou aumentar (no caso de uma obra de arte ou ideia, se tornar ainda mais valiosa). 
CPOF: O Brasil está entre os maiores produtores de criatividade do mundo. Ainda assim, o tema está começando a ganhar mais força agora. Qual a importância de falar sobre o assunto?
Newbigin: Se não for o primeiro é o segundo setor que mais cresce no mundo, e o que gera empregos com mais rapidez atualmente. A economia criativa precisa ser discutida em todos os países, mas com ênfase no Brasil. Aqui há diversas questões pendentes que necessitam ser abordadas nas grandes cidades e em relação ao desemprego dos jovens. O engajamento criativo e a valorização das indústrias criativas podem incentivar os recém-formados a desenvolver novas competências e a gerar novas ideias, o que os faria repensar a forma de executar e gerenciar as empresas e, quem sabe, até mesmo o governo. Então, além da importância global, há uma relevância específica para o Brasil.
CPOF: Os millennials foram a geração mais criativa até hoje – e a que está com maior dificuldade em se colocar no mercado de trabalho brasileiro, que parece ainda valorizar o suor. Qual a sua opinião?
Newbigin: Se a indústria não atrai profissionais do calibre certo, algo tem de acontecer: ou ela precisa pagar mais ou inovar e se tornar mais criativa. De qualquer forma, em poucos anos, a robotização vai tomar conta das indústrias, o que vai diminuir o custo da mão de obra em 90%. O desemprego, logicamente, vai aumentar. E com ele a discrepância social e econômica. É aí que entra a importância da indústria criativa, e o motivo pelo qual precisamos investir nela desde já. Nesse cenário, os novos empregos e carreiras que forem criados exigirão habilidades puramente criativas. Se hoje as empresas e os empregadores não valorizam esse tipo de funcionário, pagam um salário baixo ou o dispensam, em breve tudo isso mudará. No mundo inteiro se concebe a economia criativa como uma parte determinante e crescente da economia global. Os governos e os setores criativos estão dando cada vez mais importância ao papel que ela desempenha como fonte de empregos, de riqueza e de compromisso cultural – e no Brasil não poderá ser diferente. Portanto, temos que ter um sistema de educação – ou, se preferir, uma filosofia de vida – que possibilite o desenvolvimento de habilidades e talentos criativos que trabalhem a imaginação e a concentração dos jovens. É preciso prepará-los para empregos que sequer existem.
CPOF: Há como acelerar esse processo no Brasil?
Newbigin: A cultura de um país define seu sucesso ou fracasso econômico. Provar que é preciso investir em indústrias criativas, e que talento hoje tem mais valor do que suor é um processo muito lento. No Reino Unido esse trabalho já dura 15 anos: foram necessários dez para convencer o governo e quase o mesmo tempo para envolver as empresas. Talvez aqui demore mais. Porém, a partir do momento em que ambos começam a compreender, o sistema de educação começa a mudar. Chegamos a um momento no Reino Unido em que os empregadores estão reivindicando funcionários mais criativos e inteligentes. Essa necessidade vai bater no sistema de educação, que vai reagir. Não dá para simplesmente decidir mudar a educação e esperar um resultado da noite para o dia. E entendo que isso é difícil no Brasil também. Mas a reação em cadeia é a mesma: é preciso existir uma pressão do mercado de trabalho em cima da educação por falta de funcionários qualificados, e ambos devem pressionar o governo: o sistema educacional deve exigir qualidade, e o mercado informações sobre o impacto que essas indústrias têm sobre a economia. Essas informações e esses dados, se não forem levantados pelo próprio governo, podem ser obtidos por centros de pesquisa ou universidades, e devem mostrar que a indústria criativa gera emprego e renda.
CPOF: Pessoas criativas impulsionam a inovação. E inovação no Brasil ainda é temida, vista como risco…
Newbigin: A criatividade é um processo disruptivo que questiona os limites e os pressupostos estabelecidos. Nos leva a pensar além dos limites. O que define a inovação é o link entre o livre fluxo das ideias criativas com as realidades práticas da vida econômica, ou seja, a capacidade de avançar de uma forma sistemática. A criatividade impulsiona a inovação e a inovação impulsiona mudanças. Uma das características mais distintivas das indústrias criativas é que nelas a inovação constante de produtos, processos e métodos é a regra, não a exceção. De fato, no mundo inteiro existe um interesse crescente para ver até que ponto esse marco conceitual da inovação pode se aplicar a outros setores da economia, o que tornaria as indústrias criativas catalizadoras de mudanças mais amplas e essenciais. Se o país tem uma mentalidade conservadora e acredita que criatividade e inovação são sinônimos de startup e rebeldia, é preciso começar com mudanças pequenas, internas. Talvez fazendo corporate ventures, em que grandes empresas investem em startups como estratégia de inovação. É um pequeno passo adiante dentro da indústria criativa.
CPOF: Uma economia mais criativa poderia ter evitado uma crise econômica tão violenta no Brasil?
Newbigin: Uma economia mais criativa não teria prevenido a crise econômica, que impactou o mundo todo, não apenas o Brasil. Mas está provado que para sair da crise, indústrias criativas crescem mais rápido e exigem menos investimento de capital do que outros negócios. Então, são uma excelente maneira de conduzir uma empresa, e também um país para fora de qualquer dificuldade.
Fonte: revista Galileu

E agora? Como deve ser o vendedor 4.0?

Amigos,
Enviei este email a meus colaboradores aqui da empresa, mas gostaria de compartilhar com os senhores e também obter suas opiniões, estou palestrando bastante sobre o tema Manufatura-avançada, e caso tenham interesse estou à disposição. 
Abraço e boa leitura.
Assunto: Vendedor 4.0
Prezados Colegas de Vendas,
Como venho falando já há alguns anos, o papel do vendedor vem mudando rapidamente, basta dizer que pouquíssimos clientes nos recebem se não marcarmos horário antes, aliás, chega a ser até antiético, e amador, irmos a um cliente sem hora marcada, pois mostra que estamos fazendo uma visita, sem nenhum preparo para tal, e isso já passou faz muito tempo.
Como sabem, mergulhei de cabeça na Manufatura avançada, Industria 4.0, Manufatura Inteligente ou seja lá o nome que cada país esta dando para esta nova revolução Industrial.

E chegou um determinado momento que me perguntei: E agora? Que tipo de profissional eu devo ser? Que tipo de profissionais técnicos e de vendas eu precisarei ter? Acordos? Showroom? Internet? E fui aprender….aliás, gosto de ler, mas nunca li tanto na minha vida, como nestes últimos meses.

E, tenham certeza, que se cada um de nós não nos preocuparmos em fazer o mesmo, não adiantará nada só eu fazer, não! O time tem que estar preparado! Gostaria de deixar abaixo alguns pontos VITAIS, para o NOVO VENDEDOR 4.0.
“Pois é: estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial. Engraçado dizer isto, porque na escola nós apenas aprendemos sobre a primeira – aquela das máquinas a vapor na Europa.
Quem trouxe esta definição foi o Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial. No fundo, as Revoluções Industriais são assim chamadas porque (i) aumentaram de forma expressiva a produtividade da economia, (ii) transformaram a forma que as coisas e serviços eram feitas e/ou (iii) representaram uma reacomodação da economia em termos da destruição criativa, ou seja, substituição massiva de produtos/empregos/práticas por outras.
O caso é que se nós estamos na 4ª Revolução Industrial nós precisamos estar, no mínimo, na versão 4.0 do Vendedor – em especial daqueles que atuam no mercado B2B (produtos e serviços para empresas).
Se de um lado plataformas de e-commerce estão substituindo as transações mais simples de B2B (vide caso Staples, por exemplo), de outro, a abundância de produtos e serviços traz algumas complicações importantes na jornada do comprador. Para mencionar apenas 3:
1.       Todos os produtos de uma mesma categoria estão muito parecidos (tente escolher o seu celular pelas funcionalidades)
2.       Um mesmo produto tem alternativos em outras categorias (ter um carro ou ser cliente premium Uber?)
3.       O que resolve um problema pontual hoje pode ser entulho amanhã (quantos apps você baixou e não usa mais?)
Isto tudo colocado, acho bastante exagerado pensar que o papel do vendedor acabou. Não, definitivamente não. Mas que ele está (e estará) em transformação, isto sim.
Então… como é o Vendedor 4.0?
1.       Ele é um ser EMPÁTICO. Empresas pagam, pessoas compram. Entender o momento, contexto, desafios e metas do cliente e se colocar no lugar dele é o primeiro passo para uma proposição bem-sucedida;
2.       Ele é CRIATIVO. “Part-numbers” e descrições de produto são funções de catálogo. O papel do vendedor é ligar os pontinhos e conectar, de forma criativa e inteligente, o desafio do “prospect” ou cliente à sua capacidade de resolver problemas;
3.       Ele sabe NEGOCIAR. Além de negociar para fora (com o cliente), você precisa negociar para dentro (recursos, time, viagens). As negociações não estão só mais duras – elas estão mais técnicas.;
4.       Ele APRESENTA de forma persuasiva e assertiva. Comunicação eficiente envolve diversas habilidades. No mundo multimídia (presencialmente, via web, telefone, vídeo ou por escrito), dominar a língua (qualquer que seja ela) é pré-requisito. Estruturar a mensagem com inteligência tem técnica e método.
5.       Ele é CONFIÁVEL. Jogue duro mas jogue limpo. “Walk the talk”. A hiperconectividade faz com que a gente saiba das coisas muito mais rápido – as boas e as ruins. Lembra daquela máxima: “notícia ruim chega logo”? Hoje em dia é “notícia chega pelo Whatsapp”.
Num mundo em que a tecnologia é fácil de ser usada e adotada por todo mundo em todo lugar, a forma como usamos as nossas competências e habilidades é que faz a diferença. No mundo da hiperconectividade, o “ser” humano é que faz a diferença.

BOAS VENDAS!
Trecho retirado de www.salestalent.com.br/blog)
 

Industry 4.0 – Pandora’s Box or a fuzzy concept?

  4 KOMMENTARER

The 23th EurOMA conference took place in Trondheim 17th-22nd June. This year’s programme included a special session on Industry 4.0, which reflects the increased interest in this particular field, and corresponding concepts as Industrial Internet, Internet of Things and Cyber-Physical Systems.
 By LISE LILLEBRYGFJELD HALSE, associate professor
TRONDHEIM: In Norway, several seminars and workshops have been organized on the topic mainly targeting the industry. However, these seminars have been at a relatively general level, and there is still a need to fill this concept with practical content. Can increased engagement from the academia help the industry on their journey into the next industrial revolution? That is what the number 4 in «Industry 4.0» indicates. We have all learned about the first industrial revolution with steam power and mechanical manufacturing, the second with mass production and division of labor, and the third industrial revolution starting in the 1970s with IT and automated manufacturing.
Now we are being told that we are at the beginning of the fourth revolution based on so-called «cyber-physical systems». What is it really? And what does this mean for companies and their operations? I went to the EurOMA special session on Industry 4.0 hoping that the 90 minutes could make this concept clearer and more concrete to me.
Erlend Alfnes at NTNU was one of the chairs of the special session. Photo: Marius A. Hansen
Erlend Alfnes at NTNU was one of the chairs of the special session. Photo: Marius A. Hansen
Erlend Alfnes and Jan Ola Strandhagen, NTNU, chaired the Industry 4.0 session, which included a panel of participants from the industry and academia. Sindre Bolseth (Hydro), Skjalg S. Stavheim (Ragasco), Davar Hemyari (Benteler) represented the industry, while Magnus Wiktorsson, Andy Neely (University of Cambridge) and Hans Wortmann (University of Groningen) was representatives from academia.
Strandhagen kicked off the session with a brief lookback on history with a quote from Charles Babbage, a 19 the century mathematician, philosopher, inventor and mechanical engineer:
«I was sitting in the rooms of the Cambridge Analytical Society, my head leaning forward on the table in a kind of dreamy mood, with a table of logarithms lying open before me. Another member, coming into the room, and seeing me half asleep, called out, “Well Babbage, what are you dreaming about
Babbage dreamed of making calculations using machines, and is considered as the first using machinery for calculations. Babbage’s dreams contributed to realizing the revolution within information technology, which we have experienced the last decades. Is Industry 4.0 a dream that may lead us to a better future in the 21th century? Then the revolution must be driven by needs, as it seemed to be the case for Babbage.
The audience could voice their viewpoints not only the old-fashioned way through comments, but also by accessing a (cyber-physical) survey, where the first question was “What is Industry 4.0?”, with a number of alternative answers. Most of the audience agreed that it represents a digital revolution that will change the way we work, however 22 per cent voted for the alternative «a buzzword». Is it only a buzzword or hype created by vendors wanting to sell more systems, instead of a dream that will change the future?
Andy Neely from University of Cambridge and Hans Wortmann from University of Groningen agreed that Industry 4.0 is indeed largely driven by vendors wanting to deliver new systems. Consequently, the industry therefore will adopt it. However, and contrary to ERP or Lean, Industry 4.0 is not a clear concept.
Wortmann suggested that Industry 4.0 could be looked upon as a Pandora’s box, containing «Internet of Things», «Big Data», «Cyber-Physical Systems» and robot technology. Several challenges needs to be addressed, like how to proceed with investments, the role of humans, ownership of data, and the boundaries of the smart factory, where he emphasized that society should be a part of it.
In his introduction, Wiktorsson focused on four central aspects, which is connectivity, technology, sustainability and business logic. Neely referred to the particular challenge associated with the new technology that the relations between companies becomes very intricate. They will reciprocally depend on each other in a new way.
From having discussing these quite general aspects, I was eager to hear how the industry had approached the fourth industrial revolution. Ragasco appeared as being the company that has come far in the implementation of new technology, mainly internally in the company. They have used technology to combine productivity and zero-defect, for instance by monitoring parameters that are visualized, which makes it easier for operators to interact and make better decisions. By implementing this, which they later learned was Industry 4.0, they have managed to reduce time to produce from 74 to 14 seconds. In the near future, they want to use technology to online integrate with their customers and suppliers.
In general, the companies have implemented elements of Industry 4.0, but lack full integration trough cyber-physical systems. According to Hemyari, the aim is to create a one-piece flow in manufacturing. Neely emphasized that the new technology will create new business models that will have large impact on industry and markets. This reflected back on Wortmann’s claim that the owner of the data, which will become important in the fourth revolution, is in fact the owner of the business model.
In-between the discussions, the chair carried out new polls involving the audience. The audience gave their opinions regarding the status in the industry in the implementation of Industry 4.0. The result was clear; the industry is in general immature. All panel participants agreed that cooperation between academia and industry is important to bring the Industry 4.0 or Industrial internet initiatives forward. That triggered a comment from the audience, asking whether academia can do research on a phenomenon that does not exist, as the companies still seems to be at an Industry 3.0 level. The publication system may represent a barrier for developing cooperation between the industry and academia in this field.
The audience. Photo: Marius A. Hansen
The audience. Photo: Marius A. Hansen
Competence appears as a barrier for the implementation of Industry 4.0. In that connection, Stavheim could tell that actually the same people has been with Ragasco on their journey in implementing new technology in their manufacturing. The employees have been eager to educate themselves, and the company has facilitated this, which indicates the importance of leadership and flat structures in organizations as facilitators for the implementation of Industry 4.0. Furthermore, this provides guidelines for education in countries with industries embracing Industry 4.0.
Despite of a relatively open beginning, and some reflections regarding the human factor and knowledge, most of the discussion was technology focused. A participant from the audience commented that there seems to be a technology pull, rather than a push from the society. We should address the big issues that now confronts the society and see how new and enabling technologies may contribute to solving these challenges, as sustainability. Inspired by Babbage, challenges and problems must lead to technological progress, not the other way around.
The discussion reflected that Industry 4.0 could indeed be looked upon as a Pandora’s box, containing a wide range of concepts and exiting ideas, but it still fuzzy in the sense that there are several areas that needs exploration. All panel participants agreed that to do research on Industry 4.0, it is necessary to break down the problems to smaller research questions. In this respect, cooperation between industry and academia is of vital importance.
The special session was a small step in that direction.

Conheça três indústrias que estão sendo transformadas pela manufatura avançada!

* Por Grayson Brulte, cofundador e presidente da Brulte & Company, consultoria de inovação que desenha estratégias de inovação e tecnologia para um mercado global.

Dos veículos elétricos aos foguetes no espaço, uma variedade de indústrias já está se beneficiando da manufatura avançada – tecnologias e processos inovadores que prometem transformar praticamente todos os setores. 
Imagine um mundo cheio de máquinas fabricando sob demanda o que quisermos, e robôs atendendo a todas as necessidades dos operários. Bem-vindo ao futuro da manufatura avançada – um híbrido de tecnologias e processos que fabrica bens usando tecnologias avançadas. Hoje, a manufatura avançada responde por 13% dos empregos nos Estados Unidos e contribui com US$ 3,1 trilhões para a economia. Conforme as máquinas ficam mais inteligentes, graças a sensores conectados à Internet Industrial, eficiências serão criadas e o impacto econômico só aumentará. As técnicas de manufatura avançada, combinadas à análise de big data, permitirão que companhias tomem decisões inteligentes baseadas em dados obtidos em tempo real. Esses dados acionáveis levarão a prazos de entrega menores e a custos mais baixos. 
Eis aqui três indústrias que estão entre as maiores beneficiárias da manufatura avançada: 
1. Veículos elétricos
Quando a sociedade muda, os hábitos de consumo também mudam. No ano passado, vimos uma demanda sem precedentes por carros elétricos – as vendas cresceram 60% no mundo, segundo a Bloomberg New Energy Finance. Com a corrida pelo carro elétrico de menos de US$ 30 mil se acirrando, a Tesla usa robôs de manufatura avançada em sua fábrica de Fremont para atender à demanda. 
Os robôs da Tesla estão desonerando os funcionários das operações mais trabalhosas na fábrica e reduzindo o tempo de instalação pela metade. Ao liberar os trabalhadores para se concentrarem nos aspectos mais importantes da montagem de um veículo, a Tesla está criando uma mão de obra mais inteligente e enxuta. 
Até 2040, estima-se que 35% dos carros novos vendidos no mundo inteiro terão uma tomada, e carros elétricos de longo alcance custarão a partir de US$ 22 mil. Para acompanharem a demanda projetada, os fabricantes de automóveis terão de aderir abertamente à união entre software e hardware da manufatura avançada. 
2. Robótica
Os robôs podem ainda não fazer parte de nossa rotina, mas logo farão parte da mão de obra comum. As vendas mundiais de robôs industriais cresceram 8% no ano passado, segundo a Federação Internacional de Robótica, ultrapassando pela primeira vez a marca de 240 mil unidades vendidas. 
Com o aumento nas vendas de robôs industriais, o Boston Consulting Group prevê que uma “revolução robótica” está prestes a transformar muitos setores – substituindo o trabalho manual por máquinas em larga escala. 
No setor de óleo e gás, a Sky Futures está usando drones não tripulados para transformar a maneira como as plataformas petrolíferas, tanto offshorecomo onshore, são inspecionadas. Ao usar drones não tripulados no lugar de trabalho manual, as companhias petrolíferas conseguirão melhorar a produtividade e a eficiência da mão de obra. 
O mesmo vale para automação de tarefas triviais, como carga e descarga de materiais em caminhões, permitindo que a mão de obra fique mais produtiva. 
Um exemplo é o carro autônomo OTTO, que pode mover mercadorias e serviços de ponta a ponta em um ambiente industrial. Ao combinarem a robótica, como o OTTO, com uma mão de obra que tenha habilidades em manufatura avançada, empresas industriais podem se beneficiar de uma eficiência maior. 
3. Setor aeroespacial
O setor aeroespacial e de defesa está prestes a retomar o crescimento, após vários anos de queda, de acordo com a Deloitte. 
Com a retomada do crescimento do setor, companhias aeroespaciais estarão mais abertas à experimentação com tecnologias emergentes, tais como a nanotecnologia. 
A Boeing usou nanotecnologia quando desenvolveu o 787 Dreamliner para reduzir o peso total da aeronave, resultando na possibilidade de tempos mais longos de voo e em custos operacionais menores. 
A Nasa pesquisa a nanotecnologia no NASA Ames Research Center, explorando o potencial da tecnologia para “revolucionar vários aspectos da exploração espacial”. 
A nanotecnologia combinada à manufatura avançada melhoraria drasticamente o processo de design, criação e operação de aeronaves graças a eficiências melhoradas. 
Estes são apenas alguns exemplos de indústrias que já estão se beneficiando da manufatura avançada. Mas quase qualquer indústria do mundo pode aproveitar as tecnologias e os sistemas avançados, que têm o potencial de tornar a mão de obra global mais inteligente e mais eficiente.