Zume, a ‘pizzaria robótica’ do Vale do Sílício

Um ex-executivo da Microsoft resolveu criar um delivery de pizzas e inovar ao trazer os robôs para ajudar na preparação da comida

Por Da redação
access_time28 jun 2016, 18h19
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Pizzaria Zume
Empresa no Vale do Silício usa robô na fabricação de pizzas (Bloomberg/Reprodução)
Região conhecida por ocupar as sedes das principais empresas de tecnologia, como Facebook, Google e Apple, o Vale do Silício abre espaço para empreendimentos alternativos. É o caso da startup Zume, uma pizzaria delivery, baseada em Mountain View, em São Francisco, com um conceito automatizado no qual robôs ajudam os funcionários a agilizar a preparação das pizzas.
O estabelecimento foi criado por Alex Garden – ex-chefe da Xbox Live, serviço do videogame da Microsoft, e ex-CEO da desenvolvedora de games Zynga , que decidiu deixar os escritórios dos luxuosos edifícios do Vale do Silício para se mudar para um galpão onde montou uma pequena “linha de montagem” gastronômica: um dos pizzaiolos faz a massa, abre-a com uma máquina específica, e a coloca em uma esteira rolante. Em seguida, dois robôs, que ganharam até nomes, ajudam a fazer o resto: “Martha” espalha o molho em cada massa já esticada e “Bruno” coloca as pizzas nos fornos (os recheios, por enquanto, ainda são colocados por um dos funcionários humanos).
Em entrevista à Bloomberg, Garden, de 41 anos, revela a ambição de mudar a indústria do delivery. “Queremos ser a Amazon da comida”, diz o executivo. A partir de agosto, Garden pretende lançar um recurso para a pizzaria que segundo ele pode mudar o mercado de delivery: o empreendedor desenvolveu, dentro de cada furgão de entrega, 56 mini-fornos, que assarão as pizzas no caminho. De acordo com o executivo, “isso garante que a comida chegue o mais quente e fresca possível e também o tempo de entrega será otimizado”.  Mas, por enquanto, as pizzas são inteiramente assadas no próprio estabelecimento, já que a vigilância sanitária municipal ainda não aprovou a novidade.

 

Investimento – Ainda de acordo com informações da Bloomberg, a pizzaria robótica do Vale do Silício já recebeu sondagens de diversos grupos de investimento, inclusive o Google Ventures, e da AME Cloud Ventures, empresa de capital de risco do cofundador do Yahoo, o taiwanês Jerry Yang.
Materia da Revista Veja

Realidade Aumentada – Como funciona?

É impossível que objetos reais interajam com objetos virtuais, ou vice-versa, certo? Errado! Dê as boas vindas a uma tecnologia que já começou a revolucionar a maneira como o ser humano interage com as máquinas (e as máquinas com o ser humano): a Realidade Aumentada, ou (RA). Não se preocupe: ainda estamos longe de acontecimentos como os ilustrados em filmes como Matrix e Exterminador do Futuro, se é que eles serão possíveis algum dia. No momento, as máquinas estão ganhando mais “personalidade”, mas isso só significa que elas estão cada vez mais cordiais e responsivas às ações humanas.
De uma forma simples, Realidade Aumentada é uma tecnologia que permite que o mundo virtual seja misturado ao real, possibilitando maior interação e abrindo uma nova dimensão na maneira como nós executamos tarefas, ou mesmo as que nós incumbimos às máquinas. Assim, se você pensava que objetos pulando para fora da tela eram elementos de filmes de ficção científica, está na hora de mudar seus conceitos. Aliás, o que acontece com a Realidade Aumentada é o contrário: você pulará para dentro do mundo virtual para interagir com objetos que só estão limitados à sua imaginação.
De onde veio isso?
Resumidamente, a Realidade Aumentada teve sua origem em algo muito simples: etiquetas. Os códigos de barras não estavam mais cumprindo com perfeição a tarefa de carregar todas as informações que se queria obter através de sua leitura. Por isso, foram criados os códigos 2D (duas dimensões), que permitiam o armazenamento de muito mais informação do que os códigos de barras. O que isso tem a ver com a Realidade Aumentada? Tudo!
Exemplo de imagem com código 2D
Os códigos bidimensionais são justamente os responsáveis pela possibilidade de projetar objetos virtuais em uma filmagem do mundo real, melhorando as informações exibidas, expandindo as fronteiras da interatividade e até possibilitando que novas tecnologias sejam utilizadas, bem como as atuais se tornem mais precisas. A Realidade Aumentada é utilizada combinando-se um código de duas dimensões com um programa de computador.
*Temos um artigo que fala especificamente sobre os códigos bidimensionais, ou QR Codes. Clique aqui para acessá-lo.
Como funciona?
Três componentes básicos são necessários para a existência da Realidade Aumentada:
1. Objeto real com algum tipo de marca de referência, que possibilite a interpretação e criação do objeto virtual;
2. Câmera ou dispositivo capaz de transmitir a imagem do objeto real;
3. Software capaz de interpretar o sinal transmitido pela câmera ou dispositivo.
O processo de formação do objeto virtual é o seguinte:
1. Coloca-se o objeto real em frente à câmera, para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação.
2. A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual.
3. O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera.
4. O dispositivo de saída (que pode ser uma televisão ou monitor de computador) exibe o objeto virtual em sobreposição ao real, como se ambos fossem uma coisa só.

fonte: http://www.tecmundo.com.br/realidade-aumentada/2124-como-funciona-a-realidade-aumentada.htm

Só 48% das indústrias 

brasileiras são ‘4.0’

A indústria 4.0 está mais consolidada no exterior do que no Brasil, o que torna ainda urgente a tarefas das empresas brasileiras de avançar na digitalização
14/05/2016 – 13H38 – ATUALIZADA ÀS 13H38 – POR ESTADÃO CONTEÚDO

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Tecnologia; indústria 4.0 ; revolução industrial ;  (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma revolução industrial está em andamento. Ainda tímida e pouco utilizada pelas empresas do Brasil, a chamada indústria 4.0 desponta como caminho natural para aumentar a competitividade do setor por meio das tecnologias digitais.
A manufatura digital emerge com base na integração das tecnologias físicas e digitais em todas as etapas de desenvolvimento de um produto. A lista de tecnologia consideradas 4.0 englobam o uso de sensores, impressão 3D e a utilização de serviços em nuvem, entre outros.
A indústria 4.0 está mais consolidada no exterior do que no Brasil, o que torna ainda urgente a tarefas das empresas brasileiras de avançar na digitalização. No país, um estudo inédito realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que apenas 48% das empresas industriais do país utilizam pelo menos uma tecnologia digital. A pesquisa foi realizada com 2.225 empresas de todos os portes.
“O Brasil hoje tem um problema muito grande da baixa produtividade da indústria”, afirma Renato da Fonseca, gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI. “Os países desenvolvidos já têm as indústrias mais avançadas com essa tecnologia. O Brasil está correndo atrás”, afirma Fonseca.
O relativo atraso do Brasil também fica evidente porque 43% das empresas consultadas pela CNI não identificam quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade do setor industrial. Nas pequenas empresas, esse porcentual sobe para 57%. Entre as grandes, a fatia recua para 32%.
O uso das tecnologias digitais também permanece limitado porque está mais concentrado no processo e não no desenvolvimento e na concepção de novos modelos de negócios. “Hoje ainda a indústria está muito centrada no controle de processo. Isso é bom porque vai aumentar a competitividade, mas as empresas precisam estar preparadas para essa onda”, afirma Fonseca, da CNI.
“Será preciso pensar numa linha mais flexível para atrair novos consumidores, e reduzir o tempo de inovações na linha de produção”, diz.O levantamento também apurou que as empresas decidem usar as novas tecnologias principalmente para reduzir custos operacionais (54%) e aumentar a produtividade (50%).
Setores
O uso das novas tecnologias varia de acordo com o tamanho das empresas e setores e é maior naqueles com mais intensidade tecnológica.
Na indústria de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, por exemplo, 61% das empresas consultadas pela CNI fazem uso de ao menos uma das tecnologias digitais. Entre os setores que mais utilizam as novas tecnologias, também estão máquinas, aparelhos e materiais elétricos (60%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (53%).
Na outra ponta, dos setores que menos utilizam as novas tecnologias, estão equipamentos de transporte (23%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (25%) e no setor de farmoquímicos e farmacêuticos (27%).
Avanço
Por ora, é difícil prever quando a tecnologia 4.0 vai se tornar uma unanimidade na indústria brasileira. A certeza, de acordo com os especialistas, é que o avanço das tecnologia deve tornar sensores e robôs mais baratos ao longo do tempo, o que tende a ajudar na incorporação dessas novas tecnologias pelas empresas.
“Um robô que hoje faz uma operação de coluna, superespecial e que custa uma fábula de dinheiro deve se tornar daqui a nove anos uma aparelho do SUS”, afirma Jefferson Gomes, diretor regional do Senai-SC e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “Essas tecnologias serão facilmente aplicadas no chão de fábrica sem percebermos”, diz Gomes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Customização em Massa: um dos Alicerces da Indústria 4.0

O conceito de Indústria 4.0 é simples: lógica de produção com processo de digitalização da operação industrial. A internet das coisas (tudo conectado, o tempo todo) e automatização industrial gera uma camada de inteligência à manufatura com possibilidades quase infinitas.
Hoje nos deparamos com uma necessidade corrente de nossa sociedade moderna: a customização dos produtos. E a customização destes produtos em massa. Desde a criação da linha de produção com Henry Ford, tivemos a produção em massa, com uma linha de produção com possibilidade de alto output; o que revolucionou a indústria e permitiu a popularização dos carros. E produção em massa parecia o máximo de tecnologia de produção, à época.
Hoje a customização de um produto com a possibilidade de adquirí-lo no conforto de casa, até mesmo usando um celular com conexão à internet, nos trouxe uma realidade diferente: a customização em grande escala. Então, um cliente pode escolher o modelo, cor, acessórios e tudo o mais de seu futuro carro, num aplicativo Web, e este carro ainda estar na linha de produção; durante o processo de produção o carro receberá as customizações necessárias com interações digitais entre um software proprietário e as máquinas da linha de produção. Pronto, cliente satisfeito e produto customizado.
No background deste processo também são computados os dados de estatística para gestão dos estoques e planejamento de recursos de manufatura, além dos dados de produtividade por máquina e operador. Tudo automatizado, explodido na tela do gerente resposável pelas operações, que precisa dos dados estatísticos para decisões de investimentos e melhorias na linha. Já o diretor financeiro, acessa da mesma fonte os dados de custos de produção e avalia a rentabilidade da operação. Sem nos esquecermos do CIO, que recebe estes dados todos, compilados de maneira flúida o suficiente para que este saiba a gestão financeira e operacional da sua empresa e no final do dia, saiba se está tendo lucro ou não. O poder de decisão baseado em dados seguros e em tempo real!
Toda esta mágica tecnológica é possível hoje graças aos investimentos em inovação e educação, e sim: é possível tudo isso (e muito mais) através da Indústria 4.0. Por isso vemos as empresas buscando cada vez mais automatizar seus processos, aumentar a sua produtividade e investir em tecnologia. Por outro lado, precisamos de cada vez mais universidades e escolas que formem mão de obra qualificada o bastante para entender e operar uma empresa 4.0.

Clientes desejarão ainda mais possibilidades de customização e as empresas, através das tecnologias da Indústria 4.0, poderão entregar isso sem prejudicar suas operações e rentabilidade.

Temos uma ótima notícia para você que é pequeno e médio empresário

Temos uma ótima notícia para você que é pequeno e médioempresário:
Saibam que existem soluções que, reduzem retrabalhos custos com matéria-prima e ainda conseguem aumentar a capacidade de produção.
Sabemos que muitos desconhecem o tema, mas na verdade a 4 Revolução Industrial, chamada de: “Industria 4.0” ou Manufatura Avançada ou ainda Manufatura Inteligente, é uma solução que agrega todos os benefícios acima, além de gerenciar e monitorar seu processo de manufatura.
Imagine você dono ou gerente de fábrica, sentado em sua mesa, ou mesmo através de seu “smart” fone ou “tablet”, recebendo informações de como sua produção esta se comportando, utilização de cada equipamento, qualidade, estatísticas, etc. Podendo através de tais dados, tomar decisões onde retrabalhos e refugos são reduzidos a um nível próximo de zero além de um aumento considerável da sua produção e melhoria da qualidade
Sim, isto já é realidade! Porém para muitos parece muito distante, pois a maior parte dos empresários tem em mente que gastarão uma verdadeira fortuna para implantar um projeto deste tipo.
Mas, ai esta uma das grandes vantagem desta ideia, pois em muitos casos, o cliente já possui a grande parte necessária para a realização do projeto, bastando apenas pequenos investimentos em softwares, ou PLCs.
Sem dúvida alguma o problema maior ainda  está no desconhecimento do assunto, e obviamente na integração,  do que no próprio investimento.

Em caso de duvidas, teremos o maior prazer em auxiliá-los.
Danilo Lapastini
VP da Hexagon Manufacturing Intelligence
VP CSQI – ABIMAQ